Elias Dya Kimuezu apela jovens a desenvolverem música nacional

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O cantor angolano, Elias Dya Kimuezu, apelou hoje (quarta-feira), em Luanda, aos jovens a continuarem a fazer projectos que visam desenvolver a musica nacional, assim como para que a mesma tenha um maior crescimento e dinâmica.

músico que falava na habitual “maka a quarta-feira”, na sede da União dos Escritores Angolanos (UEA), afirmou que a sua geração já deu o seu contributo para o crescimento da música nacional, cabendo agora aos jovens cumprirem o seu papel para que a mesma atinja outros patamares a nível internacional.

O compositor referiu que a sua música foi feita num contexto difícil em que o país se encontrava mas que, mesmo assim, os músicos da sua época não deixaram de dar o seu contributo na divulgação da cultura angolana.

Elias Dya Kimuezu anunciou que teve muita dificuldade em cantar os seus temas na época colonial, “porque eram interpretadas em língua nacional kimbundu que não era permitido pelos portugueses, já que era considerada  língua para cães”.

Na ocasião, a juventude foi exortada a ter orgulho em cantar em línguas nacionais, porque com esta atitude contribuem para o reforço da identificação cultural fora do país e para a sua preservação.

O Rei da música angolana reconheceu que os jovens têm demonstrado forte vontade em aprender com os mais velhos e, sobretudo, no que se refere a interpretar temas que outrora fizeram grandes sucessos, o que é de louvar, realçou.

Elias Francisco José, de nome artístico Elias Dya Kimuezu, tem mais de 70 anos e interpreta músicas em vários estilos, como semba, rumba e bolero.

Com uma carreira iniciada nos anos 50, na “Turma do Margoso”, como vocalista principal e tocador de bate-bate, tem gravado quatro Long Play (LP) e igual número de singles, todos produzidos entre as décadas de 60 e 70, tendo em 2005 lançado o seu primeiro CD.

Descobriu a sua vocação artística aos 15 anos, fruto da sua constante frequência no Samba Kimúngua, na zona do Bungo, onde residiam vários operários do Porto e dos Caminhos de Ferro que tocavam e dançavam o kinganje. Dois anos mais tarde, entrou para Os Kizombas que, na altura, tocavam nas farras do Salão Malanjinho, no bairro do Sambizanga.

Em 1972, em compensação, pelo trabalho em prol da música, foi distinguido com uma estatueta referente aos “11 mais da cidade de Luanda”, que premiava as 11 figuras mais destacadas nas diversas áreas profissionais e sociais na capital.

Desde os meados da década de 60, Elias Dya Kimuezu foi considerado “O Rei da Música Angolana”, pelo trabalho desenvolvido.

 

Fonte: ANGOP/BA

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