Dia da Prevenção do Cancro da Mama. A importância do diagnóstico precoce

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A sexta Edição da Maratona da Saúde dedicada a ‘Conhecer o Cancro’, uma doença que afeta cada vez mais a população. O cancro da mama continua a ser um dos mais preocupantes. Todos os anos são detetados cerca de seis mil novos casos com tumor mamário em Portugal. E, todos os anos também, 1500 mulheres morrem com esta doença. A prevenção pode salvar vidas.

Para Sofia Braga, médica no Hospital Cuf Descobertas e membro do Conselho Consultivo da Maraton a da Saúde, a prevenção secundária pode diminuir os casos. “O que é incrivelmente importante e salva vidas é o rastreio e o diagnóstico precoce, ou seja, a prevenção secundária. A prevenção primária, ao nível comportamental e dos estilos de vida é mais difícil de implementar porque não existe um nexo de causalidade forte. Existem aumentos relativos de risco, muitos factores que pesam individualmente pouco. Resultado, quando temos uma mulher na nossa frente com este diagnóstico é praticamente sempre impossível responder-lhe à pergunta desesperante dela: “Porque é que eu tenho esta doença?”

A prevenção é fundamental, no entanto a hereditariedade ainda é apontada como um fator de risco no aparecimento desta patologia. Cinco a 10% dos cancros da mama diagnosticados apresentam caraterísticas genéticas e hereditárias. “Existe ainda uma grande percentagem de portadores de mutação que não estão identificados. E isso é uma das implementações que queremos, uma rede nacional do cancro hereditário, com um registo oncológico. É importante a identificação, a reposta e o acompanhamento”, revela Tamara Milagre da Associação EVITA (Associação de Apoio a Portadores de Alterações nos Genes Relacionados com Cancro Hereditário).

Quando a Maratona da Saúde arrancou, dedicou a primeira edição ao cancro e foram distinguidos dois cientistas pelos trabalhos desenvolvidos no cancro da mama através dos Prémios Maratona da Saúde em Investigação Biomédica. Ana Teresa Maia, com o tema de  investigação ‘À descoberta da importância da cis-regulação de mutações somáticas na suscetibilidade do cancro da mama’, e Pedro Castelo Branco, com o projeto ‘Diagnóstico, prognóstico e implicações terapêuticas de THOR (Região Oncológica Hipermetilada da TERT) no cancro da mama’, ambos a trabalharem na Faculdade de Medicina da Universidade do Algarve. A investigação cientifica nesta área traz a esperança para todos os doentes.

Fonte: Lifestyle ao minuto/BA

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