Deslizamento está a constranger circulação no troço da Serra da Leba

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Os constantes deslizamentos de terra e os blocos enormes de pedra, no troço da Serra da Leba, a 50 quilómetros da cidade do Lubango, têm criado enormes constrangimentos à circulação rodoviária naquela via.

O geólogo Felisberto Gonçalves , que está a recolher imagens da Serra da Leba para Investigação, disse ao Jornal de Angola que, deve ser criada uma brigada de estrada composta por vários especialistas para intervir na via, particularmente na época chuvosa. “Devemos prevenir-nos dos deslizamentos de terra e pedras, apesar de ser algo natural, criando condições para o efeito.Nesta altura do ano, por exemplo, é urgente a instalação de vários postos para orienta-rem os automobilistas, assim como a colocação de sinais que indiquem o estado das várias curvas, subidas e descidas”, disse o especialista.
Felisberto Gonçalves explicou que, as constantes enxurradas que se abatem sobre o município da Humpata, localidade onde se situa o pico da Serra da Leba, tornaram o local mais húmido, pelo que pode ser fatal para o automóvel que circula nas cadeias montanhosas, sobretudo nas ruídas áreas pela erosão.
“As várias linhas de água que partem da Humpata e escorrem até ao monte, estão totalmente saturadas ao ponto de criarem embaraços ao sistema de drenagem pluvial instalado durante as obras de reabilitação do troço Namibe e Lubango, há mais de dez anos”, disse.
“As águas que escorrem em vários pontos da montanha”, prosseguiu, “estão a arrastar vários objectos sólidos com realce para a vegetação e lamaçal, interrompendo o funcionamento das valas de drenagem”.
As reclamações sobre o estado degradado da Estrada Nacional 280, no troço Luban-go-Namibe) são constantes há muito tempo. O Jornal de Angola constatou que alguns habitantes das redondezas deste troço têm tapado com solo argiloso os pontos mais críticos da estrada, e em contrapartida cobram quantias módicas aos automobilistas que passam .

Troço alternativo
O troço alternativo, passando pelo município da Bibala, através da Estrada Nacional 280-2, reabilitada há quatro anos, pode também ser afectada com o deslizamento de areia e pedra caso as enxurradas continuem nas imediações da Serra da Humbia.
Com 108 quilómetros, o troço que começa no desvio do Chicolonjilo/Bibala, foi criado com o propósito de descongestionar o trânsito na Serra da Leba, cujas obras custaram 150 milhões de dólares.
O camionista António Cardoso, ao volante de uma Volvo com mercadoria diversa, disse ao Jornal de Angola que “está cada vez mais difícil percorrer a Serra da Leba por haver em vários sítios do troço areia e pedras que escaparam da montanha”.
Na óptica do namibiano Peter Vakeleli, que estava ao volante de uma Scania, carregada de cimento, “é um autêntico perigo transitar na Leba nesta época de chuva, devido a humidade do solo e o conse-quente desmoronamento de pedras e terra que acontece a qualquer momento”.
“É um trajecto que exige dos automobilistas pru-dência, pois, os amontoados de areia e pedras na via que cobrem parte dos asfalto podem ser fatais. Antes percorria 180 quilómetros nesta via em cerca de cinco horas, agora faço o percurso em sete horas”, acrescentou. Peter Vakeleli.

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