Descarga eléctrica mata duas irmãs

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O incidente aconteceu às 15 horas de quarta-feira, na sequência das fortes chuvas que se abateram sobre a cidade de Menongue.
A descarga eléctrica vitimou mortalmente Fernanda Zinha Jacob, de 19 anos, e Piedade Kahilu Jacob, de 16, causando ferimentos graves a Rita Jacob, de 21 anos, e Benjamim Jacob, de quatro, que se encontram internados no Hospital Geral do Cuando Cubango.
Em declarações à im- prensa, o pai das vítimas, Fernando Jacob, disse que não entende como é que os filhos foram atingidos pela descarga eléctrica, tendo em vista que os mesmos estavam no interior da residência, quando começou a chover.
“Já não sabemos mais onde nos protegermos das chuvas, principalmente das descar-gas eléctricas, porque, mesmo dentro de casa, estamos a ser atingidos, sem qualquer meio electrónico que atraia raios”, desabafou.
Fernando Jacob lamentou o facto de não ter condições financeiras para a compra das urnas e outras despesas para realizar o óbito, acrescentando que é camponês e as fortes chuvas estão também a destruir os campos que foram cultivados na aldeia do Fio.
O camponês pede, por este facto, apoio ao Governo Provincial do Cuando Cubango e à Administração Municipal de Menongue, para poder realizar um funeral condigno.
O porta-voz do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, Júlio Mulita, lamentou o sucedido e revelou que, desde Janeiro deste ano, duas pessoas morreram e cinco ficaram feridas na sequência de descargas eléctricas, nos municípios de Menongue e Cuchi.
Júlio Muliata lembrou que de Janeiro a Dezembro de 2019, as descargas eléctricas provocaram, na província do Cuando Cubango, a morte de 14 pessoas e ferimentos graves a 19.
Instalação de pára-raios
O governador do Cuando Cubango, Júlio Bessa, orientou recentemente, na cidade de Menongue, os administra-dores municipais e comunais a prestarem atenção especial à instalação de pára-raios em todas as áreas de maior fluxo populacional, com o propósito de reduzir o número de mortes por descargas eléctricas, que têm vindo a aumentar na região.
Júlio Bessa sublinhou que a partir de agora, nos contratos de empreitada, sobretudo de novos edifícios, deve constar a componente pára-raios, para reduzir consideravelmente as mortes causadas por descargas eléctricas.

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