Cuando Cubango necessita de mais de 2 mil professores

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Dois mil e 500 professores são necessários no Cuando Cubango para satisfazer a inserção de novos alunos no sistema de ensino, bem como elevar a qualidade do processo de ensino e aprendizagem na província do Cuando Cubango.

Os quatro mil e 300 docentes actuais não correspondem com as necessidades do sector, que anualmente vê o número de crianças em idade escolar aumentar.

O director da educação no Cuando Cubango, Miguel Canhime, que falava à Angop sobre o ano lectivo 2018, informou que a província conta com mais  de 100 instituições de ensino, acima de 700 salas de aulas.

A construção, nos últimos quatro anos de uma média de 50 escolas por ano, um facto que representa uma conquista revelante no sector da educação, não foi acompanhada pela inserção de professores no sistema de ensino.

Apesar da quantidade elevada de infra-estruturas escolares, mais de 30 mil crianças estão fora do sistema normal de ensino.

Em 2012 o governo do Cuando Cubango deu iniciou ao projecto de construção de escolas nos nove municípios, com destaque para Menongue, sede capital da província.

Miguel Canhime avançou que 50 escolas estão prontas para serem inauguradas, sendo 25 em Menongue, faltando apenas acabamentos pontuais e o respectivo apetrechamento.

Na província existem escolas de oito a doze salas mas que nos dois períodos (manhã e tarde) são apenas ocupadas quatro a cinco turmas, ficando as restantes desocupadas por falta, sobretudo, de alunos, adicionada à carência de docentes.

O gestor apontou o caso do Instituto Médio Agrário (IMA) situado na comuna do Missombo, a 18 quilómetros a sul de Menongue, que carece de mais de 200 professores, e Escola de Técnicos de Saúde que precisa de mais de 200 professores.

Explicou que estas instituições inauguradas em 2013 estão com carência por não se ter realizado o concurso público de 2012 que deveria abarcar a demanda, tudo em função da crise económica e financeira que até agora assola o país.

Louvou o espírito patriótico de muitos professores colaboradores que, mesmo sem subsídios regulares, ainda continuam a leccionar nas referidas instituições de ensino que necessitam perto de 500 docentes.

Cento e oitenta mil alunos, dos quais 160 mil do ensino primário e 20 mil do I e II ciclos do ensino secundário, foram matriculados este ano lectivo. O sistema conta, para o efeito, com 270 escolas, perfazendo mil e 500 salas de aula.

Fonte: ANGOP/BA

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