Crianças que bebem com permissão dos pais podem se tornar viciadas na fase adulta, diz estudo

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Muitos pais acreditam que dar pequenas quantidades de álcool aos filhos mais jovens pode ser uma boa maneira de ensinar-lhes sobre o consumo consciente.

No entanto, um estudo de quase seis anos de duração, que envolveu 2.000 famílias revelou o contrário.

Os novos achados, que foram publicados na revista Lancet Public Health, mostraram que adolescentes e crianças que bebem com a permissão dos pais são duas vezes mais propensos ao alcoolismo no futuro. As informações são do Daily Mail.

Esta prática por parte dos pais tem como objetivo proteger os adolescentes contra os danos causados ​​pelo consumo excessivo, introduzindo-os ao álcool com cuidado, no entanto, a evidência por trás disso foi limitada”, explicou o líder do estudo, o professor Richard Mattick, da Universidade de Nova Gales do Sul

O estudo, que rastreou um total de 1.927 crianças e adolescentes, entre 12 a 17 anos, descobriu que, além dos riscos de alcoolismo, os participantes estavam 2,5 vezes mais propensos a causar danos como consequência do consumo de bebidas alcoólicas.

Nosso estudo é o primeiro a analisar o fornecimento parental de álcool e seus efeitos em detalhes a longo prazo, e descobrir que, de fato, está associado a riscos quando comparados aos adolescentes que não consomem álcool”, d “O consumo de álcool provoca danos, não importa como seja fornecido”, acrescentou. “Nós aconselhamos que os pais evitem o fornecimento aos adolescentes se eles desejam reduzir o risco de danos causados ​pela bebida“.

No estudo, os pesquisadores descobriram que 15% dos participantes que receberam álcool dos pais no início do experimento, tinham apenas 12 anos. Esse número subiu para 57% quando o grupo completou 18 anos.

Cerca de 19% dos participantes na faixa dos 12 anos, experimentaram álcool obtido de qualquer fonte, enquanto que 79% assumiram ter bebido antes de completar 18 anos.

“Embora os governos se concentrem na prevenção através da educação escolar e da aplicação da legislação em idade legal para comprar e beber álcool, os pais passam despercebidos”, disse Mattick.

Os pais devem ser avisados ​​de que a abordagem mais segura não é fornecer álcool para crianças abaixo da idade legal de compra”, comentou a especialista Dra. Ruth McGovern, da Universidade de Newcastle e que não esteve envolvida no estudo.

Este estudo acrescenta à evidência de que o suprimento parental de álcool para crianças é, por si só, improvável de prevenir danos posteriores”, disse o pesquisador Dr. James Nicholls, da Alcohol Research UK e que também não esteve envolvido no estudo. “Previsivelmente, as crianças que não têm acesso ao álcool experimentam os menores problemas relacionados a ele“.

Fonte: Jornal Ciência/BA

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