Covid-19:Luanda vai ter hospital de campanha dentro de 15 dias

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A província de Luanda, a única até agora com casos positivos da Covid-19, vai ter, dentro de 15 dias, um hospital de campanha para acudira um eventual aumento de doentes no país. Adaptada em duas naves desocupadas da Zona Económica Especial (ZEE), em Viana, a unidade vai dispor de capacidade de mais de mil camas.

Em declarações à imprensa, no final de uma visita efectuada, ontem, ao local, o coordenador da Comissão Multissectorial para Resposta à Covid-19, general Pedro Sebastião, esclareceu que uma das naves vai atender as Forças Armadas Angolanas (FAA) e a outra, civis. O também ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República disse que os trabalhos estão a ser feitos “a uma velocidade recomendável”, para impedir que a província seja apanhada desprevenida, na eventualidade de os casos de doentes da Covid-19 aumentarem.

As obras na nave destinada às FAA está já avançada em cerca de 70 por cento. Essa parte do hospital campanha, segundo Pedro Sebastião, vai ter uma capacidade máxima de até 600 camas e contará com um conjunto de valências recomendáveis para a Covid-19. “É evidente que não será um hospital de luxo, mas terá acabamentos aceitáveis”, garantiu.

Pedro Sebastião adiantou que a unidade hospitalar vai contar com três áreas fundamentais: uma para doentes leves, médios e UTI (Unidade de Tratamento Intensivo). Cada uma dessas áreas, prosseguiu, estará munida de equipamentos aconselháveis para este tipo de intervenção.
Segundo o chefe da Casa de Segurança, na nave reservada aos militares, vão ser privilegiadas as classes existentes nas FAA, tais como praças, sargentos e oficiais. As obras da nave para os civis devem arrancar amanhã.

O ministro de Estado esclareceu que se optou pelas naves da ZEE por estarem em estado de esquecimento. “Como sabem, aqui na Zona Económica Especial existem uma série de naves que estavam meio esquecidas. Em função disso, entendemos aproveitá-las o máximo possível, para criar aqui mais um pólo para assistência médica”, realçou Pedro Sebastião, para quem a unidade vai servir para prevenir o aumento de casos de Covid-19 em Luanda.

Para a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, o surgimento da unidade hospitalar representa um grande ganho para a assistência aos doentes infectados pela pandemia, que já provocou, até quinta-feira, no país, duas mortes. “Temos aqui um espaço vasto e muito bem ventilado”, realçou. Sílvia Lutucuta deu a conhecer que o hospital vai ter uma capacidade para até 140 camas em cuidados intensivos. A titular da pasta da Saúde disse que esta capacidade pode ser acrescentada, pois há uma área de cuidados intermédios com 35 camas, tanto para a primeira nave como para a segunda, com redes de gases.


Sílvia Lutucuta referiu que o número de camas disponíveis no hospital de campanha vem juntar-se às já existentes em outras unidades de atendimento aos doentes com o novo coronavírus, como é o caso do da Barra do Kwanza, que conta com 70 camas.Além do hospital de campanha da ZEE, a ministra da Saúde anunciou, também para os próximos dias, o surgimento de mais um centro de tratamento à doença. “Trata-se de um edifício novo, localizado atrás do Hospital Psiquiátrico, com capacidade de até 100 camas”, adiantou.

JA

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