Covid-19: Tratamento para a velha malária pode matar novo coronavírus – Trespassada barreira dos 600 mil casos

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Quando as grandes potências lutam para ver quem consegue primeiro uma vacina eficaz para debelar a pandemia do novo coronavírus que gera a Covid-19, a velha cloroquina, tão comum em África no tratamento do velho paludismo (malária), está a impor-se, para já, como a mais promissora arma para combater o inimigo público nº1 da humanidade por estes dias.

Em França, onde este medicamento para a malária já esta oficialmente admitido pelo Ministério da Saúde como tratamento para a Covid-19, a sua utilização está, no entanto, condicionada a uma associação com um tratamento recorrente para lidar com o HIV/Sida, o lopinavir/ritonavir, conhecido na farmacopeia mundial como Kaletra.

E essa associação, que já está a ser utilizada em forma de teste em vários países, mas com uma, para muitos cientistas, inexplicável resiliência ao seu uso por organismos internacionais, desde logo a Organização Mundial de Saúde (OMS), mas também no âmbito das diversas tutelas nacionais da Saúde pública, poderá mesmo surgir em franca expansão para tratar os pacientes da Covid-19 antes que a China, que já iniciou testes em humanos, os EUA ou a Alemanha, anunciem ao mundo a descoberta de uma vacina eficaz e devidamente testada.

Para já, em França, como se pode ler na imprensa local, um medicamento forjado a partir da junção da hidroxicloroquina e a associação lopinavir/ritonavir já podem ser administradas nos pacientes da Cocid-19 sob responsabilidade de um médico, que pode ainda receitar este medicamento, como garante um decreto publicado nas últimas horas pelo ministro da Saúde Olivier Véran.

Embora, como avança o jornal Le Figaro, os testes para verificar a eficácia deste composto ainda estejam a decorrer, a presunção da sua eficácia foi, nos últimos dias, confirmada por dezenas de médicos em todo o mundo, embora se mantenham dúvidas sobre qual o momento mais oportuno para administrar esta nova solução nos pacientes.

Isso deve acontecer quando estes estão em estado mais crítico ou logo assim que surgem os primeiros sintomas?, ou ainda assim que for concluído o teste que confirma a presença do novo coronavírus no organismo do indivíduo? Para já, estas questões permanecem sem uma resposta clara.

Porém, a comunidade científica tem insistido nos apelos para que seja evitada a automedicação porque são já inúmeros os casos em todo o mundo onde a ingestão sem supervisão médica destas drogas resultou em graves situações de saúde, ou mesmo em morte, sendo exigida uma prescrição por um médico.

Números globais

Até ao momento, em todo o mundo estão registados 601 mil casos, dos quais resultaram 27,440 mortos e 133,450 conseguiram livrar-se da doença, recuperando totalmente, segundo a OMS.

Os Estados Unidos da América são agora a geografia em todo o globo mais afectada, com mais de 104 mil casos, ultrapassando a Itália, onde estão confirmados cerca de 84 mil, a China, com 81 mil e a Espanha, com pouco mais de 65 mil.

O país com mais vítimas mortais é, no entanto, a Itália, com mais de 9,2 mil, seguindo-se a Espanha, pouco acima dos 5 mil, e depois, o Irão, com 2,378, e a China, com 3,295. OS EUA, que são a nova grande preocupação da OMS, com o mais rápido aumento de casos em todo o planeta, está nos 1,704 óbitos, mas com um crescimento a acentuar-se.

África é, até agora, o continente menos afectado, embora os números não enganem e mostrem claramente que a curva nos gráficos que mostra a evolução da pandemia está a subir, com a África do Sul na linha da frente com 1,170 casos, embora com registo oficial de apenas 1 morto, seguindo-se o Egipto, com 536 infecções registadas e 30 mortos, e a Argélia vem logo a seguir, com 409 casos e 26 mortos.

Angola permanece com 4 casos confirmados pela equipa interministerial criada no sei do Executivo para lidar com o avanço da pandemia, sendo que todos eles, embora tratando-se de cidadãos nacionais, são pessoas que adquiriram a infecção em Portugal e chegaram a Luanda nos voos extraordinários, depois de suspensos todos os voos internacionais, realizados entre 18 e 20 deste mês.

O vírus, o que é e o que fazer, sintomas

Estes vírus pertencem a uma família viral específica, a Coronaviridae, conhecida desde os anos de 1960, e afecta tanto humanos como animais, tendo sido responsável por duas pandemias de elevada gravidade, como a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), transmitida de dromedários para humanos, e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), transmitida de felinos para humanos, com início na China.

Inicialmente, esta doença era apenas transmitida de animais para humanos, mas, com os vários surtos, alguns de pequena escala, este quadro evoluiu para um em que a transmissão ocorre de humano para humano, o que faz deste vírus muito mais perigoso, sendo um espirro, gotas de saliva, por mais minúsculas que sejam, ou tosse de indivíduos infectados o suficiente para uma contaminação.

Os sintomas associados a esta doença passam por febres altas, dificuldades em respirar, tosse, dores de garganta, o que faz deste quadro muito similar ao de uma gripe comum, podendo, no entanto, evoluir para formas graves de pneumonia e, nalguns casos, letais, especialmente em idosos, pessoas com o sistema imunitário fragilizado, doentes crónicos, etc.

O período de incubação médio é de 14 dias e durante o qual o vírus, ao contrário do que sucedeu com os outros surtos, tem a capacidade de transmissão durante a incubação, quando os indivíduos não apresentam sintomas, logo de mais complexo controlo.

A melhor forma de evitar este vírus, segundo os especialistas é não frequentar áreas de risco com muitas pessoas, não ir para espaços fechados e sem ventilação, usar máscara sanitária, lavar com frequência as mãos com desinfectante adequado, ou sabão, cobrir a boca e o nariz quando espirrar ou tossir, evitar o contacto com pessoas suspeitas de estarem infectadas.

Fonte: Novo Jornal/BA

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