Covid-19: Luandenses abarrotam ruas em pleno feriado

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Com os mercados, bancos, armazéns e empresas públicas e privadas encerradas, por força do feriado do Dia Internacional do Trabalhador, não se conseguiu entender as verdadeiras causas de milhares de viaturas abarrotarem, ontem, durante quase toda manhã, os principais eixos rodoviários, ao ponto de criar caos na circulação rodoviária.

Numa ronda efectuada às avenidas Deolinda Rodrigues, 21 de Janeiro, Pedro de Castro Van-Dúnem “Loy” e Samba e nas principais vias de acesso à Baixa de Luanda, o Jornal de Angola constatou que o caos no trânsito verificado ontem superou de longe o cenário observado na segunda, terça, quarta e quinta-feira. Por se tratar de um feriado, aliado ao facto de estarmos perante o Estado de Emergência, era suposto não se verificar em paragens de transportes públicos com dezenas de pessoas, primeiras horas da manhã, bem como outras tantas viaturas presas no engarrafamento.

“Sendo feriado, não havendo serviços abertos, o que é que essa gente toda procura nas ruas?”, vociferou um cidadão, ao volante de uma carrinha de transporte de resíduos sólidos, que saía da Aterro Sanitário dos Mulenvos e que “lutava” para aceder, ontem de manhã, à conhecida Estrada de Catete, via Gamek, no Cazenga.

Na Avenida Deolinda Rodrigues, um tanque da Polícia de Intervenção Rápida fechou a passagem, na zona do Grafanil. A partir dali, só seguia em direcção a Luanda o automobilista portador da credencial que comprovasse estar autorizado a trabalhar nestes dias de confinamento. Caso contrário, era-lhe apontado o retorno, situação que contribuiu para o caos na via.

No entanto, para se chegar àquele troço, era uma autêntica de “dor de cabeça”. O repórter, que saía dos Mulenvos de Cima, consumiu duas horas e meia para chegar até ao posto policial. Pessoas, a pé, antes de acederem à Estrada de Catete, também foram sendo interpeladas pelas forças da Ordem. Ainda assim, foi notório que milhares optaram por caminhar até ao destino, maioritariamente em direcção a Luanda.

Na Avenida Pedro de Castro Van-Dúnem “Loy”, as forças de Defesa e Segurança montaram um posto, na zona da Igreja Kimbanguista. A partir dali, só tinha acesso à Deolinda Rodrigues, por aquela via, pessoas e viaturas documentadas. Na zona, muita gente foi vista a caminhar, seguindo em várias direcções. O acesso à 21 de Janeiro, via Gamek, no Rocha Pinto, estava barrado. No anda-pára, o repórter levou mais de 30 minutos para chegar até à seguradora AAA. Depois, dali, outro controlo estava montado em frente ao BPC, na Força Aérea Nacional.

JA

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