Covid-19: Hospital de campanha de Viana pronto a funcionar

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O Executivo tem em perspectiva a aquisição de mais hospitais de campanha, sobretudo para estancar a possibilidade de penetração da Covid-19 pelas fronteiras nacionais, com realce para o Norte, anunciou ontem, em Luanda, o Presidente da República.

João Lourenço, que fez estas declarações no final da visita de campo ao Hospital de Campanha de Viana, aberto simbolicamente ontem, afirmou que o Executivo está preocupado com a fronteira Norte como potencial porta de entrada de casos de coronavírus. Realçou que em termos de saúde pública, o país deve preocupar-se com todas as fronteiras do país.



Em declarações à imprensa após ter recebido explicações sobre a unidade sanitária e ter efectuado uma visita guiada, o Presidente da República declarou aberta a unidade hospitalar, assinalando o facto de ter sido montado em tempo record. 



João Lourenço anunciou a construção do segundo hospital de campanha dentro de um mês. “Está aberta a unidade sanitária a partir de hoje. Só não podemos desejar que existam doentes. É bom que não existam do-entes, mas se houver, a partir deste momento, a unidade está pronta com médicos e paramédicos preparados neste exacto momento”, salientou. Só não se pode, insistiu, é fazer votos de que haja doentes. “Isso não! Pelo contrário, queremos que as camas continuem vazias”, notou.



Ao Hospital de Campanha de Viana junta-se, em breve, a unidade sanitária de Calumbo e mais outras duas, já adquiridas pelo Governo e que devem ser montadas em Cabinda e no Dundo.


Olhando para o futuro, o Chefe de Estado angolano assinalou que com os investimentos que estão a ser feitos agora pretende-se enfrentar não apenas a Covid-19, mas também criar capacidade para que “o país não volte nunca mais a ser surpreendido, caso surjam outras epidemias, endemias ou pandemias”.



João Lourenço lembrou que surgem no continente, de tempos em tempos, casos de Cólera, Febre Amarela, Ébola ou Marburg e que estas situações esporádicas justificam a criação de infra-estruturas e outras que surgirão, dentro de pouco tempo, para fazer face a eventuais surtos.



“Desta forma, estaremos em condições de fazer face a qualquer epidemia que infelizmente a qualquer momento pode surgir. Estamos a nos preparar. É um processo no qual procuramos fazer com que a preparação não se arraste por muito tempo”, disse. 



O Chefe de Estado considera, apesar de tudo, que o país está bem, lembrando que a subida de casos de infectados e de baixas tem sido lenta e se está a trabalhar no sentido de evitar que o ritmo de crescimento seja grande. “Se pudermos reverter a tendência ou passar para a fase em que não teremos mais casos quer de infecção quer de perdas de vidas humanas, melhor”, disse.



No início do ano, lembrou, Angola e o mundo, de uma forma geral, foram surpreendidos com a Covid-19, que se propagou e que rapidamente ganhou a categoria de pandemia, segundo a Organização Mundial de Saúde. 
Para dar resposta a um eventual aumento de infecções pela Covid-19, o Hospital de Campanha de Viana terá 600 camas, das quais 140 nos cuidados intensivos.



Além disso, há uma outra área de cuidados intermédios com 35 camas e o grosso para internamento.


O espaço é vasto e ventilado. As janelas largas ao redor da nave estão permanentemente abertas, mas protegidas com as finas redes de gases.

JA

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