Covid-19: EUA proíbem entrada a pessoas oriundas do Brasil

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O Presidente dos Estados Unidos da América, o país com mais casos da Covid-19 em todo o mundo,fechou as fronteiras a pessoas oriundas do Brasil, onde se regista o segundo maior número global de infecções, “de forma a proteger os cidadãos norte-americanos”.

Com esta decisão, Donald Trump desfere um golpe duro no seu homólogo brasileiro, Jair Bolsonaro, que desde o início da pandemia se colocou ao lado do inquilino da Casa Branca minimizando o impacto da infecção, retardando a tomada de medidas de confinamento para proteger a economia.

Depois de ter limitado a entrada nos EUA a pessoas, excepto nacionais norte-americanos, oriundas da Europa e de alguns países asiáticos, como a China e o Irão, Washington fecha agora as fronteiras para quem tenha estado no Brasil recentemente ou esteja a chegar directamente daquele país.

Esta medida ocorre quando as Nações Unidas colocaram a América do Sul, com destaque para o Brasil, como o novo epicentro planetário da pandemia, com números a crescerem mais que em qualquer outro canto da Terra.

Os últimos dados colocam o Brasil com mais de 363 mil casos e 22,3 mil mortes, o segundo país com mais casos, enquanto os EUA lideram a lista de casos e de mortes, com, respectivamente, 1,643 milhões e 97,7 mil.

As imagens de gigantescas valas comuns a serem abertas em cemitérios de grandes cidades brasileiras têm corrido o mundo, gerando uma ideia, confirmada pela OMS, de que este país reúne actualmente o foco principal das atenções do mundo, porque, devido ao ignorar da gravidade do novo coronavírus, que o seu Presidente, Bolsonaro, mantém sem titubear, a infecção avançou sem oposição.

O mesmo estava a suceder inicialmente nos EUA, mas, confrontado com a enormidade do número de casos e de mortos, alguns estados contrariam as indicações do Presidente Trump e assumiram a responsabilidade de travar a pandemia, embora, na maior parte dos casos, já demasiado tarde, como os especialistas têm sublinhado.

A proibição de entrada a quem tenha estado ou chegue do Brasil foi anunciada pela Casa Branca como “mais uma medida decisiva para proteger os EUA” de Donald Trump, cujas eleições de Novembro, onde vai procurar a cada vez mais tremida reeleição, o estão a empurrar para decisões vistas como populistas e eleitoralistas, visando o seu eleitorado de base, como a de garantir a reabertura generalizada das igrejas como “questão fundamental”.

A reacção de Brasília à medida anunciada por Trump foi no sentido de minimizar o seu impacto, sublinhando os assessores de Bolsonaro que se trata de uma decisão normal porque surge no seguimento de decisões semelhantes tomadas para outros países de grande dimensão e com casos da Covid-19 activos, retirando do alinhamento quaisquer ideias que se trate de uma acção específica contra o Brasil ou os brasileiros.

Fonte: Novo Jornal/BA

 

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