Covid-19: Cerca sanitária apertada em Luanda

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O distrito urbano do Futungo (município de Talatona) e o bairro Cassenda, distrito da Maianga, em Luanda, estão, a partir desta terça-feira, em “cerca sanitária extraordinária”, para conter a propagação da contaminação local do novo coronavírus (covid-19) nessas zonas.

De acordo com o secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda, o “aperto” nas respectivas áreas visa impedir a entrada e saída de pessoas nessas circunscrições, que contam com um total de oito casos positivos de contaminação local da covid-19.

Franco Mufinda, que falava no habitual ponto de actualização da covid-19 em Angola, afirmou que os oito infectados foram transmitidos pelo “Caso 26”, traduzido num cidadão angolano proveniente de Portugal no dia 18 de Março e testado positivo, depois de 25 contactos directos.

Além da proibição, avançou, as autoridades sanitárias estão a desinfectar as ruas e a redobrar a vigilância epidemiológica activa no Futungo e Cassenda, bem como dar o apoio psicológico às famílias afectadas, num dia em que Angola regista a infecção de um menor de 15 anos de idade.  

Com isso, prossegiu o secretário de Estado, o país soma 36 casos positivos de covid-19, dos quais 11 recuperados, 23 activos e dois mortos.

Para conter a propagação da pandemia, Angola observa, desde às 00h00 do dia 26 de Abril último, o terceiro período do Estado de Emergência, a vigorar até às 23h59 do dia 10 de Maio, cumprindo-se 45 dias consecutivos de isolamento social.  

Esta é a segunda prorrogação, de 15 dias por ciclo, do regime excepcional, desta vez com um aligeirar das medidas.

O Estado de Emergência foi decretado a 25 de Março pelo Presidente da República, João Lourenço, após parecer favorável da Assembleia Nacional,  vigorando de 27 de Março a 10 de Abril, tendo sido prorrogado para o período de 11 a 25 de Abril.

Angop

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