Covid-19: Cerca de oito mil angolanos pretendem voltar ao país

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Pedro Sebastião esclareceu que mais de quatro mil cidadãos angolanos estão em Lisboa, mais de mil na cidade do Porto, em Portugal, e 1.500, em São Paulo, Brasil. O também ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, que respondia as preocupações dos deputados em relação aos compatriotas que se encontram na diáspora, acrescentou que em Cuba estão 270 passageiros e na África do Sul 1.200, além dos cidadãos que se encontram em Kinshasa, República Democrática do Congo (RDC) e Turquia, cujos números não foram revelados.

O Governo, através das missões diplomáticas, está a tomar medidas para que esses cidadãos não se sintam abandonados, garantiu Pedro Sebastião. “Isso não significa que a nossa acção termina aqui. Há outras atitudes e gestos que o Governo está a fazer no sentido de minimizar as dificuldades destes nossos cidadãos”, afirmou.
O ministro de Estado disse, ainda, que o país está a fazer um “esforço grande” no sentido de dotar as unidades hospitalares de materiais de biossegurança. “Este esforço não é apenas na capital do país e nos hospitais de referência, pois estamos a procurar fazê-lo à dimensão do país”, garantiu.
Pedro Sebastião sublinhou que o país nunca esteve confrontado com uma situação como a da Covid-19 e, por isso, “tudo o que se vai fazendo é um aprendizado constante daqueles que têm a missão de fazer cumprir a lei e daqueles que têm de a cumprir”.

Passageiros retidos em diversas províncias regressam às origens

Os cidadãos que se encontram retidos nas diversas provinciais devido ao Estado de Emergência vão regressar às suas localidades, de acordo com medidas excepcionais apresentadas, ontem, na Assembleia Nacional. A ministra da Saúde considera importante fazer-se o levantamento da cerca sanitária nos dias 11 e 12, “porque temos pessoas que estão deslocadas das famílias e foram apanhadas durante os primeiros períodos de medidas excepcionais”, disse Sílvia Lutucuta, acrescentando que, de forma organizada, os cidadãos vão regressar às suas áreas de residência. Sílvia Lutucuta garantiu que, durante os dois dias, todas as medidas de saúde pública e de vigilância epidemiológica a nível local vão ser tomadas para o acompanhamento em todas as províncias.

Jornal de Angola

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