Covid-19: Angolanos no exterior aguardam por centros vazios

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O repatriamento de angolanos na diáspora depende, nesta altura, da capacidade dos centros de quarentena institucional, em acolher mais pessoas, referiu o secretário de Estado para a Cooperação Internacional e Comunidades Angolanas do MIREX, Domigos Vieira Lopes.

Falando hoje à imprensa, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, na recepção da doação de materiais de biossegurança, gesto da Fundação Qatar, disse que a Comissão Interministerial está a criar as condições para realizar voos humanitários e trazer ao país os seus cidadãos.

“Existem cerca de sete mil angolanos no estrangeiro, saídos por via aérea. Mas também temos cidadãos nos países vizinhos com fronteira terrestre, e neste sentido as províncias fronteiriças têm garantido espaços para quarentena” – informou Domingos Vieira Lopes.

Porém, os que chegam via aérea a Luanda, prosseguiu o secretário de Estado para a Cooperação Internacional e Comunidades Angolanas do MIREX, precisam de espaço e condições de habitabilidade.

Neste seguimento, disse que os desafios são enormes, mas que o Executivo tudo está a fazer para cobrir as expectativas em função das condições que têm sido criadas e que, a seu tempo, estes irão regressar à semelhança de alguns voos humanitários já realizados.

Domingos Vieira Lopes, disse que todas as comunidades oferecerem preocupação e que o MIREX tem recebido comunicação das suas embaixadas, o que leva a acomodar, na medida do possível, alguns angolanos com as condições de sobrevivência.

“Temos, em função disso, reforçado as dotações às embaixadas, para que estas possam melhor ajudar essas pessoas até que as condições estejam prontas para o seu regresso”, salientou.

O responsável avançou que os cerca de quarenta concidadãos que estão na Turquia foram acomodados pela Embaixada de Angola naquele país, e que assim que possível eles serão repatriados, como outros angolanos em outros países da vizinhança.

Sobre o gesto solidário do Qatar, o secretário de Estado agradeceu em nome do Executivo Angolano, adiantando que nos canais oficiais o governo irá manifestar o agrado ao Qatar, país com o qual Angola tem relações políticas e diplomáticas boas.

“Essa doença propaga-se com a deslocação de pessoas de um lugar para o outro, de viagens de um país para o outro. Logo, quem ajuda a minorar os efeitos da pandemia noutro país, está também a contribuir que o seu país esteja estável ou livre dessa pandemia”, concluiu.

Angola regista, até ao momento, passadas 72 hora, 45 casos, com dois óbitos, 14 recuperações e 29 activos (clinicamente estáveis). Destes casos, o país mantém igualmente as 18 transmissões locais, todos em Luanda.

Angop

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