Covid-19: Angola proíbe aglomerações e alarga restrições para Portugal e Espanha

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A Comissão Interministerial para a Resposta à Pandemia do Coronavírus (Covid-19), coordenada pelo Ministério da Saúde de Angola, decidiu nesta terça-feira, em Luanda, alargar a quarentena obrigatória, de no mínimo 14 dias, para todos os cidadãos nacionais e estrangeiros residentes provenientes de Portugal, Espanha e França.
A decisão, saída de uma reunião de avaliação das medidas de prevenção e do Plano Nacional de Contingência para o controlo do Covid-19, começa a vigorar, com carácter obrigatório, a partir do dia 18 de Março deste ano, visando conter a entrada do Coronavírus no país, tendo em conta a expansão rápida dessa pandemia nesses países, segundo uma nota de imprensa do Ministério da Saúde chegada hoje à Angop.
Com essa medida, aumenta para sete o número de países com entrada restrita em Angola, depois da China, Coreia do Sul, Itália e Irão.
Além dessa decisão, a Comissão Interministerial determinou também abranger a quarentena obrigatória a todos os cidadãos que em qualquer momento, no decurso desta pandemia, tenham estado em países com transmissão comunitária do novo coronavírus ou em contacto com doentes afectados pelo Covid-19.
Manter a proibição de visitas aos cidadãos abrangidos por esta medida, enquanto permanecerem nos locais de quarentena, bem como a interdição do acesso público às áreas de quarentena também fazem parte das medidas.
Reforçar as equipas e as acções de resposta rápida e de vigilância epidemiológica nos níveis Central, Provincial e Municipal, assim como nos pontos de entrada do país, também constam da decisão.
A comissão recomendou, igualmente, a todos os organismos públicos e privados, a quarentena, de no mínimo 14 dias, de todos os funcionários que tenham regressado de países com transmissão comunitária activa.
Evitar eventos públicos com a aglomeração de mais de 200 pessoas, respeitando-se as demais orientações das autoridades sanitárias também consta das medidas.
Na mesma senda, a comissão reforça a necessidade de se intensificar o trabalho de educação cívica para a prevenção e as medidas de contenção da pandemia, em especial aos viajantes e aos grupos de risco (idosos, crianças, doentes crónicos, entre outros).
Recomendou-se ainda a se adoptar medidas de contenção social para evitar, ao máximo possível, grupos com grandes aglomerados, em actividades desportivas, culturais, religiosas, familiares e de lazer, bem como evitar espaços fechados.
A garantia da protecção das fronteiras do país, com base no Regulamento Sanitário Internacional, para um controlo reforçado a nível nacional da entrada de viajantes, pelos aeroportos, portos, terminais ferroviários e fronteiras terrestres estão entre as medidas.
A Comissão Interministerial apela toda a sociedade, em especial à sociedade civil, igrejas, autoridades tradicionais, sector privado e outras instituições, a desencadear iniciativas para a educação, sensibilização e prevenção junto das Comunidades.
Em caso de suspeita da doença, contactar o Centro Integrado de Segurança Pública (CISP), através do número 111.

TPA com Angop/AF

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