Coronavírus: Primeiro caso de covid-19 na África subsaariana

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O primeiro caso de covid-19 na África subsaariana foi confirmado na Nigéria. Trata-se de um cidadão italiano que voltou de Milão a 25 de Fevereiro e foi hospitalizado no estado de Lagos, depois dos testes darem positivo, tornando-se o primeiro paciente na África subsaariana, anunciou o Ministério da Saúde da Nigéria.

“O paciente está numa condição clínica estável e não apresenta sintomas perturbadores”, afirmou o ministério, em comunicado.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) preveniu, esta quinta-feira, 27, que todos os países que ainda não detectaram casos devem preparar-se para uma possível chegada do novo coronavírus, alertando que seria um “erro fatal” acreditarem que podem estar a salvo.

“Todos os países devem estar prontos para o primeiro caso, o primeiro foco, a primeira evidência de transmissão comunitária e para lidar com a transmissão comunitária sustentada. Estes são quatro cenários. Deve-se estar preparado para todos estes cenários ao mesmo tempo. Nenhum país deve assumir que não terá casos, isso pode ser um erro fatal, literalmente,” avisou o director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

O vírus, o que é e o que fazer, sintomas

Estes vírus pertencem a uma família viral específica, a Coronaviridae, conhecida desde os anos de 1960, e afecta tanto humanos como animais, tendo sido responsável por duas pandemias de elevada gravidade, como a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), transmitida de dromedários para humanos, e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), transmitida de felinos para humanos, com início na China.

Inicialmente, esta doença era apenas transmitida de animais para humanos mas, com os vários surtos, alguns de pequena escala, este quadro evoluiu para um em que a transmissão ocorre de humano para humano, o que faz deste vírus muito mais perigoso, sendo um espirro, gotas de saliva, por mais minúsculas que sejam, ou tosse de indivíduos infectados o suficiente para uma contaminação.

Os sintomas associados a esta doença passam por febres altas, dificuldades em respirar, tosse, dores de garganta, o que faz deste quadro muito similar ao de uma gripe comum, podendo, no entanto, evoluir para formas graves de pneumonia e, nalguns casos, letais, especialmente em idosos, pessoas com o sistema imunitário fragilizado, doentes crónicos, etc.

O período de incubação médio é de 14 dias e durante o qual o vírus, ao contrário do que sucedeu com os outros surtos, tem a capacidade de transmissão durante a incubação, quando os indivíduos não apresentam sintomas, logo de mais complexo controlo.

A melhor forma de evitar este vírus, segundo os especialistas é não frequentar áreas de risco com muitas pessoas, não ir para espaços fechados e sem ventilação, usar máscara sanitária, lavar com frequência as mãos com desinfectante adequado, cobrir a boca e o nariz quando espirrar ou tossir, evitar o contacto com pessoas suspeitas de estarem doentes.

Fonte: Novo Jornal/BA

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