Coronavírus: O que posso fazer para me proteger? As máscaras funcionam?

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Para saber como nos podemos afinal proteger da propagação mundial do Covid-19, a BBC News Brasil falou com infectologistas e recolheu as principais recomendações do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) e do Serviço Nacional de Saúde britânico (NHS).

A principal — simples, todavia bastante eficiente — é lavar as mãos com sabão ou sabonete após usar a casa-de-banho, sempre que chegar a casa ou antes de tocar em alimentos.

O especialista Fernando Spilki, presidente da Sociedade Brasileira de virologia, contou à BBC que ao lavar as mãos deve esfregá-las entre 15 e 20 segundos de forma a garantir que os vírus e bactérias sejam eliminados — por outras palavras, tal corresponde ao tempo que leva a cantar duas vezes a música ‘Parabéns a você’.

A importância de manter o ambiente limpo

A BBC alerta que se estiver num ambiente público ou com muita gente, não deve tocar na boca, no nariz ou nos olhos sem antes ter antes lavado as mãos ou pelo menos limpá-las com álcool. Isto por que o vírus é transmitido por via aérea, mas também pelo contacto.

Os cientistas ainda não sabem ao certo quanto tempo o coronavírus sobrevive fora do corpo humano, mas o vírus da influenza, por exemplo, pode resistir por até 24 horas em superfícies mais porosas, como a madeira, explica a médica Rosana Richtmann, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, à mesma publicação.

“É por isso que também é importante manter o ambiente limpo. Higienizar com soluções desinfetantes as superfícies da casa, móveis, o comando da televisão e o telemóvel, por exemplo”, salienta Ribas.

Medidas como essas valem mais até do que usar máscara, dependendo da situação.

“É capaz de se transformar numa falsa sensação de segurança”, ressalta a médica.

Isso porque seria preciso trocar a máscara com uma certa frequência, quando fica húmida por exemplo, encaixá-la bem nas orelhas, entre outros cuidados.

No caso do coronavírus, as máscaras mais tradicionais não funcionam, afirma o médico Fernando Spilki, porque o seu tamanho permite que este atravesse o material.

Proliferação rápida mais rápida, mas a letalidade é menor

Outra recomendação é, se possível, evitar aglomerações e manter distância de pessoas com sintomas de gripe.

A responsabilidade é maior ainda para quem está engripado: ao espirrar ou tossir, tape a boca e o nariz e deite de imediato o lenço de papel fora.

Ao tratar-se de um vírus novo, o organismo humano ainda não desenvolveu a respetiva imunidade, tornando assim a proliferação do Covid-19 mais rápida.

Ainda assim, há que ter em mente que apesar de uma capacidade de propagação mais elevada, comparativamente a outros vírus da mesma família, tais como os que provocaram os surtos da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) em 2002 ou da Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers) em 2012, a letalidade deste coronavírus parece ser menor.

De acordo com as informações mais recentes divulgadas pela Organização Mundial de Saúde, cerca de 2% dos infectados morreram. O índice de letalidade da Sars era de 9,5%, e da Mers, 35%.

A BBC sublinha que até ao momento as pessoas que morreram de coronavírus sofriam de alguma doença prévia que por sua vez tornava a imunidade dos seus organismos mais debilitada e fraca, como de diabetes, doenças cardíacas ou pulmonares. Muitos eram ainda idosos.

Fonte: Lifestyle ao Minuto/BA

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