Conservadores e social-democratas disputam segunda volta na Croácia

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A atual Presidente da Croácia, a conservadora Kolinda Grabar-Kitarovic, e o ex-primeiro-ministro social-democrata Zoran Milanovic vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais, agendada para 5 de janeiro, segundo os resultados oficiais.

Numa altura em que estão contabilizados 98 por cento dos boletins de voto, a comissão eleitoral publicou os seguintes resultados: 29,56% para Zoran Milanovic e 26,75% para Kolinda Grabar-Kitarovic.

Sem maioria absoluta, os dois vão disputar a segunda volta dentro de duas semanas.

Em terceiro lugar, Miroslav Skoro, independente apoiado pela direita ultranacionalista, obteve 24,40% dos votos. Oito outros candidatos tiveram votações pouco expressivas.

Cerca de 3,8 milhões de croatas foram chamados hoje a eleger o Presidente do país para os próximos cinco anos.

Na segunda volta, os analistas preveem que a atual Presidente saia vencedora do duelo com Milanovic, beneficiando dos eleitores de Skoro.

Durante a campanha, a Presidente, a primeira mulher no cargo, competiu com Skoro pelo eleitorado de direita, desvalorizando criminosos de guerra e adotando um discurso muito duro contra a minoria sérvia.

Milanovic manteve um discurso mais conciliador, apelando para uma Croácia tolerante, sem ódio nem corrupção.

A Croácia assumirá a 1 de janeiro, pela primeira vez, a presidência rotativa da União Europeia, bloco a que aderiu em julho de 2013.

Um mandato que se prevê, no mínimo, intenso e desafiador, uma vez que será marcado pela oficialização da saída do Reino Unido (Brexit), agendada atualmente para 31 de janeiro de 2020, pelo arranque das negociações pós-Brexit e pela vontade dos países dos Balcãs Ocidentais em aderirem também ao bloco comunitário.

Entre as metas europeias da Croácia está a entrada no espaço europeu de livre circulação (Espaço Schengen), que já recebeu luz verde da Comissão Europeia em outubro passado, e a adesão à moeda única (euro).

Por todas estas razões, e apesar da função presidencial ser sobretudo protocolar, manter a Presidência é algo tido como muito importante para o executivo liderado pelos conservadores da União Democrática Croata (HDZ, partido de centro-direita que domina a vida política croata desde a independência do país em 1991).

Fonte: N. Minutos/LD

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