Congo. Relâmpago atinge linha de alta tensão e mata pelo menos 20 pessoas

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Pelo menos 20 pessoas morreram hoje num acidente provocado pela queda de um raio numa linha de alta tensão em Kintele, um subúrbio de Brazzaville, capital da República do Congo, disseram a prefeita da comuna e testemunhas.

Enviei uma equipe para o local que me informou que sete corpos já foram depositados na morgue do hospital Talangaï e outros 13 no cemitério municipal da CHU. Isso faz 20 mortos”, afirmou Stella Mensah Sassou Nguesso, prefeita de Kintele e filha do chefe de Estado, Denis Sassou Nguesso, à rádio estatal.

O raio “cortou dois cabos de uma linha de alta tensão da companhia nacional de eletricidade”, acrescentou uma testemunha contactada pela agência France-Presse.

E um desses cabos “caiu sobre uma casa que foi parcialmente queimada e eletrocutou os seus três ocupantes”, continuou Rock, um morador de Kintele.

“O outro cabo, que se arrastou pelo pátio coberto de água, eletrocutou os vizinhos, que entraram a correr para ajudar. Eu vi mais de uma dúzia de cadáveres”, acrescentou.

Outra testemunha, sob condição de anonimato, relatou à agência noticiosa que viu “várias famílias a chorar, vários cadáveres deitados no chão antes da chegada das ambulâncias, dos carros funerários, dos seguranças e da companhia de eletricidade”.

Vídeos amadores que têm sido postos a circular nas redes sociais por moradores de Kintele mostram um movimento incessante de ambulâncias e carros funerários.

Também houve particulares que levaram corpos e feridos nos seus veículos, cujo número não foi mencionado pelo município de Kintele.

Hoje de manhã caíram fortes chuvadas em Brazzaville.

A tragédia ocorreu no primeiro dia de contenção social, decretado pelas autoridades do país, como medida para evitar a propagação da pandemia provocada pelo novo coronavírus no país, um dos produtores de petróleo de África, com cerca de cinco milhões de habitantes.

“É responsabilidade do Estado enterrar as vítimas deste desastre”, acrescentou a filha do Presidente da República, a primeira prefeita desta nova comuna construída no norte de Brazzaville, ao longo do rio Congo.

Fonte: N.M/JS

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