Companhia aérea de Hong Kong quer funcionários com licença sem vencimento

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“Espero que participem todos, desde os nossos funcionários de primeiro linha (em contacto com os clientes) aos nossos quadros superiores”, declarou Augustus Tang, numa declaração vídeo difundida online.
A decisão surge como resposta às dificuldades financeiras resultantes do surto do novo coronavírus chinês para a companhia aérea, cujas receitas já no ano passado tinham sido afetadas pelas manifestações pró-democracia.
Na sua mensagem aos empregados, Tang reconheceu que a Cathay registou, devido ao vírus, “as férias de Novo Ano Chinês mais difíceis da sua história”.
“E não sabemos quanto tempo vai durar”, admitiu.
O novo coronavirus apareceu em dezembro na cidade de Wuhan, no centro da China e propagou-se no fim de janeiro, altura em que a China celebrava o Novo Ano lunar, habitualmente um período em que milhões de chineses viajam para celebrar nas suas terras natais.
A China elevou hoje para 490 mortos e mais de 24.300 infetados o balanço do surto de pneumonia provocado por um novo coronavírus (2019-nCoV) detetado em dezembro passado, em Wuhan, capital da província de Hubei (centro), colocada sob quarentena.
Foram 64 as mortes na China registadas nas últimas 24 horas, segundo as autoridades de Pequim.
A primeira pessoa a morrer por causa do novo coronavírus fora da China foi um cidadão chinês nas Filipinas.
Além do território continental da China e das regiões chinesas de Macau e Hong Kong, há outros casos de infeção confirmados em mais de 20 países, o último novo caso identificado na Bélgica.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou na quinta-feira uma situação de emergência de saúde pública de âmbito internacional, o que pressupõe a adoção de medidas de prevenção e coordenação à escala mundial.

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