CISP revoluciona sistema de segurança em Angola

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SALA TÉCNICA DO CENTRO INTEGRADO DE SEGURANÇA PÚBLICA

A entrada em funcionamento do Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) marca uma nova era de abordagem nas políticas de segurança interna em Angola, emprestando qualidade, eficiência e eficácia, declarou, nesta segunda-feira, o ministro do Interior, Eugénio Laborinho.
A infra-estrutura foi inaugurada hoje (segunda-feira), em Luanda, pelo Presidente da República, João Lourenço.
Falando na cerimónia de inauguração, o ministro do Interior disse estar convicto de que com a entrada em funcionamento “deste sofisticado centro”, com cerca de 700 especialistas formados dentro e fora do país, o sistema de segurança pública em Angola jamais será o mesmo.
Contudo, disse que o êxito dessa estrutura pioneira de segurança pública no país vai requer do Estado angolano esforço suplementar para manter as suas condições de funcionamento.
Eugénio Laborinho solicitou, ao Titular do Poder Executivo, autonomia administrativa e financeira ao centro, para que seja capaz de superar com celeridade os constrangimentos decorrentes das exigências de estruturas dessa natureza.
Solicitou, também, o desbloqueamento de recursos financeiros para a implementação da segunda fase do projecto, que visa construir 14 centros provinciais em todo o país.
Conforme disse, a concretização desse sistema vai impulsionar a segurança com muitas valências, nomeadamente, a identificação de eventuais suspeitos, supervisionar infra-estruturas estratégicas, cadastramento cartográfico em tempo real, rastreamento e identificação de veículos e controlo de tráfego rodoviário.
“O centro tem muitas valências para a coordenação, em tempo real, de diferentes instituições públicas e privadas para a resolução rápida e eficaz dos problemas de segurança que impactam directamente a vida do cidadão”, indicou o ministro.
Adiantou que a estrutura tem ainda vantagens na integração com as bases de dados de serviço e órgãos públicos, com ênfase para identificação civil e criminal, migração, gestão de eventos desportivos, culturais, religiosos e políticos através de veículos não tripulados (drones).
O projecto, segundo o ministro, conta igualmente com aeronaves, que vão facilitar a cartografia de todas as cidades do país e o patrulhamento terrestre e marítimo.
A implementação desse sistema foi coordenada pelo Ministério do Interior, coadjuvado por diversas entidades públicas, sendo que a responsabilidade pela construção das infra-estruturas coube a uma empresa chinesa e seus parceiros, no âmbito da parceria entre os dois países.
O acesso ao sistema será efectuado utilizando os terminais 111 e 112, ambos de fácil assimilação, sendo que o último é referência da região da SADC.

Projecto por dentro

Localizado na avenida Hochi Minh, em Luanda, o centro está equipado com uma componente tecnológica que permite coordenar acções de prevenção e socorro com diferentes estruturas móveis e fixas, com meios técnicos incorporados para responder a qualquer solicitação.
O coordenador do Projecto, comissário Carlos Albino, informou que, tendo em conta a sua complexidade, o mesmo foi concebido em duas fases, sendo a primeira destinada às províncias com demografia superior a dois milhões de habitantes.
A nível da sua estrutura hierárquica está constituído por um centro nacional e centros provinciais sendo que os níveis de respostas se constituem nas unidades de bases, nomeadamente polícia, bombeiros e serviços de emergência médica.
Informou que o projecto possui equipamento de ponta, com realce para a instalação, na capital do país, Luanda, de 719 câmaras de segurança pública para rastreio de viaturas, reconhecimento facial, bem como gestão ou monitoramento de infra-estruturas críticas.
Foram eleitas, numa primeira fase do projecto, as províncias de Luanda, Benguela, Huíla e Cuanza-Sul. Nesta altura estão em execução os centros do Huambo e da Huíla.
O de Benguela já foi concluído, sendo que no momento da inauguração da estrutura central em Luanda, o Presidente João Lourenço falou em directo com o governador Rui Falcão.
O projecto, na sua fase final, vai contar com 18 centros provinciais, sendo dois nacionais. Em todas as capitais de província está concebido um centro, em função da dimensão demográfica e indicadores criminais.

Fonte: Angop/AF

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