Circulação aberta a ligeiros entre Benguela e a Huíla

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A informação foi confirmada ao Jornal de Angola por Manuel Evandro, responsável pela comunicação da Administração de Quilengueles. A fonte disse que trabalhos continuam para garantir, no mínimo até segunda-feira, a circulação definitiva das viaturas, com realce para os camiões com mercadorias que desde sábado se encontram parados nos dois sentidos.
Citado pela Angop, o director provincial interino do Instituto Nacional de Estradas de Angola em Benguela (INEA), Domingos Cipriano, garantiu que decorrem trabalhos de betonagem às fundações que vão suportar a estrutura metálica.
Questionado sobre a edificação de uma estrutura definitiva, o responsável assegurou que as duas pontes sobre os rios Cutembo e Calualua, na região do Chongoroi, estão inscritas no plano emergências.
Segundo o responsável, o Ministério da Construção já trabalha para que ainda este ano sejam substituídas por pontes definitivas. Esta é a quarta vez em menos de dois anos que a circulação fica interrompida naquele troço devido a acidentes de viação e aumento do caudal do rio.

Camiões imobilizados
Entre as centenas de veículos imobilizados, nas duas margens do rio Cutembo estão camiões carregados de farinha de trigo, com destino para a Huíla e Cunene, o que faz temer o aumento do preço do pão nos próximos dias.
Há, também, receio de que se assista, proximamente, ao aumento dos preços de outros produtos que chegam ao Lubango por estrada, a partir de Benguela (bebidas e peixe) e Luanda. A caixa de peixe, de 20 quilos, já está a ser vendida no Lubango ao preço de 27 mil kwanzas, contra 20 mil antes da interditação da passagem. Já o saco de farinha de trigo custa 18 mil kwanzas. Receia-se que o preço dispare e tenha reflexos imediatos no custo dos produtos de pastelaria, segundo industriais de panificação contactados pelo Jornal de Angola.
“A situação pode piorar nos próximos dias, se começar a escassear a farinha de trigo e subir o preço do pão”, lamentou a fonte, prevendo dias difíceis com o atraso da chegada dos camiões ao Lubango.
A transportadora inter-provincial MACON encontrou uma solução que ainda funciona, mas que se acredita não venha a durar, por causa das condições climatéricas que se estão a agravar. Um dos motoristas, identificado apenas por Nicolau, explica que a companhia utiliza dois autocarros: um que sai de Luanda e outro do Lubango. O transbordo dos passageiros é feito exactamente no local da ponte destruída.

Fonte: JA/BA

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