China pede esforços para combater tráfico humano após caso no Reino Unido

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A porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros Hua Chunying disse que a China ainda não pode confirmar as nacionalidades ou identidades das vítimas, mas que está a cooperar com as autoridades locais.

“A polícia britânica ainda está no processo de verificação da identidade e ainda não conseguiu confirmar até ao momento”, disse Hua.
A porta-voz disse que, independentemente da origem das vítimas, trata-se de uma “grande tragédia, que chamou a atenção da comunidade internacional para a questão da imigração ilegal”.
“Acho que a comunidade internacional deve fortalecer ainda mais a cooperação nesta área, aumentar a partilha de informação neste âmbito e realizar intervenções que previnam estas atividades, a fim de impedir que tragédias se repitam no futuro”, afirmou.
Hua disse que as autoridades chinesas também estão a procurar informações junto da polícia da Bélgica, de onde o contentor que transportava os corpos partiu rumo a Inglaterra.
Tráfico humano na China
Acredita-se que o tráfico de seres humanos com origem na China tenha caído drasticamente nos últimos anos, face a uma economia doméstica em rápido crescimento. No entanto, alguns chineses, sobretudo de meios rurais, continuam a ir para a Europa e América do Norte, pela promessa de salários muito mais altos do que receberiam na China, e apesar dos riscos.
Algumas províncias da China, especialmente Fujian, no sudeste do país, têm uma longa história de imigração. A questão é também sensível para o Partido Comunista, partido único do poder e sensível à imagem internacional da China.
A melhoria dos padrões de vida da população chinesa é umas das suas principais fontes de legitimidade. Em editorial, o Global Times, jornal do Partido Comunista Chinês, acusou hoje as autoridades britânicas e de outros países de não fazerem o suficiente para travar o tráfico de seres humanos.
“Um desastre humanitário tão sério ocorreu aos olhos de britânicos e europeus”, apontou o jornal. “A Grã-Bretanha e os países europeus envolvidos não cumpriram com a sua responsabilidade de proteger estas pessoas”, acusou.

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