Chefes de Estado discutem segurança na região austral

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Os Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) reúnem, amanhã, por videoconferência, com a situação política e de segurança na região, bem como o impacto da Covid-19 e as implicações como principais assuntos em discussão.

A Cimeira realiza-se numa altura em que Moçambique vive momentos de instabilidade devido à violência armada na província de Cabo Delgado. Especialistas do Instituto de Estudos de Segurança (ISS), da África do Sul, defenderam, sexta-feira, uma “intervenção urgente” da SADC e da União Africana para travar aquela situação.

Liesl Louw-Vudran e Martin Ewi, dois investigadores do ISS, defendem que as violência em Cabo Delgado deve ser “uma prioridade” desta cimeira, depois de não ter sido alcançado qualquer acordo sobre o papel da SADC neste conflito, na reunião da ‘troika’ do Órgão de Cooperação nas áreas de Política, Defesa e Segurança da organização, realizada em Maio.

A situação financeira da organização, segurança alimentar regional e a operacionalização do lema da última Cimeira – “Criação de um ambiente propício para o desenvolvimento industrial inclusivo e sustentável, incremento do comércio intra-regional e criação de oportunidades de emprego” – são outros pontos constantes na agenda, em que Angola estará representada pelo Presidente da República, João Lourenço.

Os estadistas da SADC deverão, ainda, apreciar alguns instrumentos jurídicos que lhes serão submetidos para a assinatura, bem como ratificar (ou não) a recandidatura da angolana Josefa Sacko a comissária da União Africana para a Agricultura, Desenvolvimento Rural, Economia Azul e Ambiente Sustentável.
A recandidatura de Josefa Sacko já foi aprovada pelo Conselho de Ministro das Relações Exteriores ou dos Negócios Estrangeiros da SADC, que esteve reunido, na quinta-feira, também em videoconferência.

O ministro das Relações Exteriores, Téte António, disse que os chefes das diplomacias da SADC entendem que a região deve continuar a ser solidária com as personalidades que já ocupam postos dentro da Comissão da União Africana.

“O Conselho de Ministros concluiu que o espírito de solidariedade que sempre prevaleceu na África Austral deve continuar para com Angola, que já tem a embaixadora Josefa Sacko como comissária, e Zâmbia, que tem um comissário na organização”, frisou.

Moçambique está na organização das reuniões virtuais (reunião de peritos, Conselho de Ministros e Cimeira), na qualidade de país que vai assumir a presidência rotativa da SADC, que é, até hoje, exercida pela Tanzânia.

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