CFB vai construir dois novos ramais ferroviários até ao final do I Trimestre de 2021

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O presidente do Conselho de Administração dos Caminhos-de-Ferro de Benguela (CFB), Luís Teixeira, fez saber que, até ao final do I Trimestre de 2021, vai estar concluída a construção de dois novos ramais ferroviários.

 

Estas infra-estruturas vão apoiar na mobilidade e transportação de cargas e mercadorias na Zona Industrial de Benguela, concretamente o combustível da Sonangol e ao complexo Industrial Leonel Carrinho. Luís Teixeira disse que entre Outubro e Dezembro, foram adquiridas duas novas automotoras, que estão a permitir uma maior capacidade na transportação de passageiros.
Ainda assim, disse o gestor, novos vagões deverão ser adquiridas, em 2021, visando ao reforço das ligações intermunicipais, designadamente Lobito-Benguela e Huambo-Caála.

Fibra óptica

De acordo com o gestor, para o próximo ano, entre as prioridades definidas pretende-se ainda tirar maior proveito dos 1.300 quilómetros de extensão da rede de fibra óptica para melhoria da ligação inter-estação e entre os comboios que fazem as ligações Lobito (Benguela) ao Luau (Moxico).

Luís Teixeira disse que sejam os passageiros, sejam as próprias estações poderão tirar inúmeras vantagens com a melhoria da rede de comunicações, que a rede de fibra óptica deverá garantir nas ligações ferroviárias.

Indicadores

O relatório daquela empresa ferroviária indica que este ano foram realizados dois mil e 13 comboios de passageiros em relação aos três mil e 814 de 2019, verificando-se uma redução de mil e 801, correspondente a uma diminuição de 47 por cento, devido à pandemia da Covid-19.

Sobre os passageiros, houve um registo de 579 mil e 750, comparativamente aos um milhão, 24 mil e 924 de 2019, com uma redução de 445 mil e 174, correspondente a 43 por cento. Quanto aos comboios de mercadoria, foram 350 deste ano, contra os 260 de 2019, um aumento de 90, equivalente a 35 por cento.

As mercadorias transportadas em 2020 foram contabilizadas em 163 mil e 778 toneladas, comparativamente as 132 mil e 685 do ano passado, aumentando 31 mil e 93, equivalente a 23 por cento. As principais mercadorias transportadas no tráfego nacional foram os materiais de construção, combustível, bebidas e gás liquifeito, enquanto que no plano internacional, a companhia transportou manganês, cobre e enxofre, provenientes da Zâmbia e RDC.

Luís Teixeira deu a conhecer que durante este ano, a companhia fez um esforço financeiro para aquisição de peças e material sobressalente no mercado sul-africano, que resultou na recuperação de 67 vagões de diversos tipos. Actualmente, o CFB conta com uma frota de 52 locomotivas, 84 carruagens e um total de 453 vagões.

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