Cemitérios são vandalizados no Cuito

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Três dos principais cemitérios do Cuito (Bié) são vandalizados frequentemente por marginais, que destroem campas na busca de mármore, para consequente revenda em províncias circunvizinhas, segundo denúncias de coveiro e moradores próximos destes locais.

No Cemitério Municipal do Cuito maior parte de Jazigos feitos de pedra de mármore sofrem a acção de delinquentes, cenário que tem dado má imagem naquele local Santo, constatou a Angop.

Cidadãos desconhecidos afluem ao local até mesmo a luz dia, aproveitando-se da falta de guarnição, no sentido de retirar certo material para fins comerciais, segundo Armando Vidal, um dos coveiros afecto à Administração Municipal do Cuito.

 Em declarações à Angop, Armando Vidal, de 34 anos de idade, coveiro há 12 anos, explica que a prática de vandalismo naquele campo santo tem sido constante, defendendo a reabilitação do local como forma de honrar a memória dos defuntos ali sepultados.

Amélia Quinta, moradora do bairro “Helena de Almeida”, adjacente ao Cemitério Municipal do Cuito, abordada pela Angop, disse ser frequente a presença de cidadãos que buscam no cemitério seus esconderijos para a prática de actos delituosos.

A cidadã é de opinião que coloquem guardas para manter a segurança do local, bem como de um muro de vedação na parte traseira do Cemitério Municipal do Cuito.

A cidadã Júlia Nawimbo disse que os meliantes permanecem no local santo para depois assaltarem as casas, alegando ter sido vítima destes por duas vezes.

Admitiu a presença da Polícia Nacional (PN) nas horas normais do dia, situação que para si não é suficiente dado o pânico que os meliantes causam no período nocturno aos moradores.

Com a mesma ideia, Rufina Natália, referiu que tem sido muito arriscado circular a noite na zona, face ao momento que se regista no interior do cemitério.

“As pessoas aqui são vítimas de assaltos, por vezes a mão armada, onde os meliantes chegam mesmo a disparar contra dos moradores”, contou Rufina Natália, tendo defendido a necessidade da Administração Municipal do Cuito requalificar por completo o cemitério, para desencorajar também a permanência de marginais nesses locais.

Por sua vez, o porta-voz da Polícia Nacional no Bié, António Hossi, ressaltou que a corporação faz os habituais patrulhamentos nos bairros e arredores, sendo responsabilidade da Administração Municipal manter a guarnição dos campos santos.

Abordada sobre o assunto, a Administradora para área Social, Económica e das Comunidades do Cuito, Ângela Ucuaenga, admitiu o facto, justificando haver dificuldades de manter a guarnição nos cemitérios, devido à falta de recursos humanos.

A responsável, que condenou o facto, informou que a realidade regista-se nos demais Cemitérios do Município do Cuito, alegando a falta de concurso público para o preenchimento de vagas deixadas pelos funcionários que atingiram a reforma, invalidez e outros por morte.

Ângela Ucuaenga disse que na presente altura a Administração Municipal do Cuito leva a cabo um projecto denominado “Odjango Yeto”, onde são passadas informações relacionadas à boa convivência, harmonia social e preservação dos bens públicos.

Quanto à conclusão do muro de vedação do Cemitério Municipal, Ângela Ucuaenga alega falta de verbas para tal.

Quanto ao número exacto de cemitérios no município do Cuito, a fonte disse existirem  “vários”, nas comunas e aldeias, cujo número exacto afirma desconhecer, mas a nível da sede (Cuito)  a Administração Local controla três Cemitérios de referência nomeadamente os Cemitériros Municipal do Cuito, Chissindo e Catombotombo.

Fonte: Angop/LD

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