Casa da Música abre hoje novo Ano da França com dois coros em palco

0

Às 21h de hoje, na Sala Suggia, sob direção de Baldur Brönnimann, a Orquestra Sinfónica do Porto vai estar acompanhada pelos dois coros e pelo tenor Cyrille Dubois, para interpretar o ‘Hymne au Saint-Sacrement’, de Olivier Messiaen, e o ‘Te Deum’, de Hector Berlioz.

Num ano que conta com o pianista Pierre-Laurent Aimard como Artista em Residência, o intérprete sobe ao palco no sábado, com o Remix Ensemble, para fazer ouvir as estreias nacionais de ‘Fragments pour un portrait’, do Compositor em Residência de 2020, Philippe Manoury, e ‘Yet’, de Christophe Bertrand, para além de ‘Les Oiseaux Exotiques’, de Messiaen.
Como recorda a Casa da Música, o concerto de sábado “dá início à retrospetiva da obra de Philippe Manoury [com múltiplas estreias nacionais], mas a obra mais recente do programa pertence a Christophe Bertrand, um compositor que prometia tornar-se uma duradoura referência da música contemporânea francesa, mas que veio a falecer com apenas 29 anos, em 2010”.
O Ano da França, com que a Casa da Música repete o país em destaque de 2012, vai incluir, este mês, a exibição de cinco filmes propostos pelo Cineclube do Porto, a começar por ‘Le Sang d’un Poet’, de Jean Cocteau, no dia 15 de janeiro.
A Sinfónica volta ao palco da Sala Suggia no dia 18 de janeiro, para mais uma estreia de uma composição de Manoury, neste caso ‘Sound and Fury’, que completa um programa com ‘Rituel’, de Pierre Boulez, e o ‘Prélude à l’aprés-midi d’un faune’, de Claude Debussy.
No dia 18 de janeiro, a Casa da Música recebe as atuações de Sensible Soccers, Zombie Zombie, JP Simões com o espetáculo ‘Bleu, Blanc, Rouge (et Noir)’, antes de terminar a noite com Étienne de Crécy, Acid Arab e André Cascais, na pista do restaurante.
“França continua a ser uma das grandes potências culturais, da arte, do pensamento e, olhando para aquilo que foi a programação de 2012, nota-se que ficaram imensas lacunas, ficou muito por explorar e, portanto, achei que valia a pena regressar ao ano França, com uma perspetiva diferente”, e fazer, durante a temporada, uma viagem ao “longo da história da música francesa desde a escola de Notre Dame [século XIV] até aos dias de hoje”, explicou, na apresentação da programação para este ano, o diretor artístico da Casa da Música, António Jorge Pacheco.

Share.

Deixar uma opinião

%d bloggers like this: