Candidatos já conhecem posição no boletim de voto

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O candidato Estêvão José Pedro Kachiungo é o número 1 no boletim de voto para a eleição do próximo presidente da UNITA, ditou o sorteio realizado ontem, no mesmo local em que terá lugar o XIII Congresso Ordinário do partido, que se realiza de 13 a 15 do próximo mês, em Luanda.

De acordo ainda com o sorteio, presidido pela coordenadora da Comissão Eleitoral do Congresso, Amélia Judith Ernesto, nas posições seguintes ficaram os candidatos Raul Danda, Adalberto Costa Júnior, Abílio Kamalata Numa e Alcides Sakala Simões, respectivamente.

O sorteio foi determinado pelos mandatários dos candidatos, a quem coube a responsabilidade da escolha dos números. O acto contou com a presença do secretário-geral cessante da UNITA, Franco Marcolino Nhany, que é, igualmente, o coordenador da comissão organizadora do XIII Congresso Ordinário do partido.
Em declarações ao Jornal de Angola, Kafú Sabino, mandatário de Estêvão José Pedro Kachiungo, considerou que o número 1 no boletim de voto facilita o eleitor e reduz ao máximo a possibilidade de o candidato perder votos, seja os nulos, seja aqueles que são dados a outro candidato por erro ou distracção do eleitor.
Ainda assim, o mandatário está consciente de que os candidatos deverão trabalhar arduamente para obterem o maior número possível de votos, porque o posicionamento no boletim de voto não dita a vitória. “Seja como for, acredito que o 1 seja o número da sorte do meu candidato”, disse Kafú Sabino.
Arlete Chimbinda, mandatária de Adalberto Costa Júnior, também aponta o 3 como o número da sorte para a vitória do seu candidato. O 3 é o número que está no centro do boletim. “Acho que é um bom número”, concluiu a também deputada.
A mandatária de Raul Dan-da, Helda dos Santos, minimizou a importância do po-
sicionamento no boletim de voto. “São apenas posições no boletim que em nada têm a ver com a vitória deste ou daquele candidato”, disse.
Apesar de a candidatura de Raul Danda estar bastante atrasada relativamente à campanha, devido ao período em que o processo se encontrava pendente na Comissão de Mandatos do Congresso, Helda dos Santos acredita que a vitória está do lado do vice-presidente cessante da UNITA, pelo seu perfil e linhas de força.
“Somos a candidatura mais forte e inovadora”, disse a mandatária de Raul Danda, que lança hoje a sua campanha, numa das unidades hoteleiras de Luanda.
Agora, com a definição dos candidatos no boletim de voto, a campanha é feita com apelo ao voto no número do candidato. Quando não há o contacto directo com os militantes, o Facebook e o WhatsApp têm sido os meios mais utilizados para a apresentação das linhas de força de cada um dos candidatos.

Samakuva diz haver liberdade de expressão

O presidente da UNITA, Isaías Samakuva, reconheceu, quarta-feira, em Luanda, que há mais abertura e mais liberdade de expressão no país.
Ao apresentar a “posição da UNITA sobre o estado da Nação”, o líder do maior partido da oposição considerou que a liberdade de expressão está bem, mas defendeu que é preciso melhorar.
“As medidas para abrir e arejar mais ainda os órgãos de comunicação social poderão incluir acabar com o privilégio concedido ao partido que governa para impor a censura não escrita, eliminar o Ministério da Comunicação Social, promover e apoiar os esforços da classe jornalística para a auto-regulação, bem como a melhoria geral da qualidade do serviço público de comunicação social”, sugeriu Samakuva.
No seu discurso, o líder da UNITA referiu-se, igualmente, à situação económica e social no país. “Tudo indica que a crise vai agudizar-se porque não se fiscaliza a execução orçamental do Executivo, não se alterou a cultura dos dispêndios, não se melhorou a qualidade da despesa pública e o país continua a endividar-se sem parar, sendo que a dívida pública atingiu já o equivalente a 90% do Produto Interno Bruto”, previu.
Na óptica de Isaías Samakuva, a crise económica e financeira que o país atravessa só será ultrapassada a médio prazo se, a partir de agora, o Presidente da República se afastar decididamente daquilo a que político chamou de “oligarquia que capturou o Estado” e passar a governar para a cidadania, com vista a alcançar os quatro objectivos a que se referiu na sua mensagem sobre o estado da Nação, no dia 15 deste mês, no Parlamento.
Tais objectivos são consolidar um verdadeiro Estado de Direito em Angola, alterar a estrutura económica, efectuar mudanças estruturais profundas e alterar, profundamente, o paradigma de governação.
Para Samakuva, a luta que se trava hoje no país não é apenas a luta contra a pobreza, corrupção ou o desemprego. “A luta principal que se trava hoje em Angola, é entre os patriotas, os que amam verdadeiramente o país como sua única Pátria e os que roubaram Angola e não querem saber do sofrimento que causaram ao povo. É a luta entre a probidade e a corrupção. Entre a democracia e a oligarquia, entre a responsabilização e a impunidade. Entre a unidade nacional e a divisão artificial dos angolanos. Entre a igualdade de oportunidades para todos e a manutenção de privilégios para uns poucos”, considerou o líder do maior partido da oposição.

Fonte: JA/LD

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