BNA apresenta nova família do Kwanza mas adia a sua emissão para quando houver condições económicas

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O Banco Nacional de Angola (BNA) apresenta esta terça-feira a nova família de notas de Kwanza sem a imagem de José Eduardo dos Santos. No entanto, a introdução da “série 2020” será progressiva, e as notas serão apenas emitidas e colocadas em circulação “quando as condições do desenvolvimento económico assim o aconselharem”.

A nova família do Kwanza passa a contar apenas com o rosto do primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, ao contrário da actual, que inclui também a do ex-Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos.

Aprovadas pela Assembleia Nacional em Janeiro deste ano, as novas notas, com valor facial de 200, 500, 1000, 2000, 5000 e 10000 kwanzas, são ilustradas, no verso, por paisagens e locais únicos do território nacional, tendo como referência as maravilhas naturais do país e a representatividade regional.

Na nota de 200 figuram as Pedras Negras de Pungo a Ndongo (Malange), na de 500 a Fenda da Tundavala (Huíla), na de 1.000 a cordilheira do Planalto Central (Huambo), na de 2.000 a Serra da Leba (Huíla), na de 5.000 as ruínas da Catedral de São Salvador do Congo (Zaire) e na de 10.000 as Grutas do Zenzo (Uige).

As novas notas do Kwanza são mais seguras e com características que dificultam a sua falsificação, segundo o governador do BNA, José de Lima Massano.

As notas terão substratos de polímero (plástico) que as tornarão mais resistentes e terão maior durabilidade do que as de papel, em circulação.

Com as actuais notas de papel, o Estado gasta 30 milhões de dólares norte-americanos, para manutenção do Kwanza em circulação, de dois em dois anos, enquanto a nova série do Kwanza, apesar de ter o mesmo custo, precisará de manutenção a cada quatro anos.

Nesta operação de emissão de novas notas, segundo José de Lima Massano, o BNA previa gastar USD 30 milhões, igual valor utilizado para o saneamento (substituição) das notas em circulação no país.

Entretanto, José de Lima Massano explicou na altura que em média são retirados da circulação e destruídos cerca de 300 milhões de notas, anualmente, cujos custos rondam os 15 mil milhões de kwanzas, cerca de 30 milhões de dólares em cada exercício económico.

A apresentação da nova família de notas foi o momento aproveitado por Tchizé dos Santos para lançar algumas farpas a João Lourenço.

“Eu aposto que o engenheiro JES deve estar bem aliviado, o Kwanza de JES era 1 dólar/100kzs, esse Kwanza de 1 dólar/1000kzs… Até é um alívio tirarem a cara de JES desse dinheiro desvalorizado, que está a ser destruído pelo João Lourenço…”, comentou a filha de José Eduardo dos Santos num áudio que circula nas redes sociais.

Fonte: NOVO JORNAL/BA

 

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