BCI vai precisar de 27 mil milhões

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Os accionistas privados que o Banco de Comércio e Indústria (BCI) prevê captar, após conclusão do processo de privatização em curso, a concluir até final deste ano, deverão trazer os 27 mil milhões de kwanzas (46,1 milhões de dólares) para completar os 57 mil milhões previstos na estratégia de recapitalização do banco.

A contraparte de 30 mil milhões de kwanzas (51,2 mi-lhões de dólares) são garantidos pelo accionista Estado, até 30 deste mês.
Para o auditor KPMG, encarregue de analisar as contas de 2019, a incerteza com a concretização deste plano foi uma das bases para a emissão de sua opinião com reserva.

Em termos de crédito a clientes, o BCI registou, no seu balanço de 2019, um valor de 45,6 mil milhões de kwanzas (cerca de 78 milhões de dólares). Apesar disso, o auditor explica na sua opinião que não aferiu a conformidade dos registos de garantias e as operações de créditos concedidos a clientes, sendo-lhe impossível garantir os direitos do banco sobre os referidos montantes bem como a sua existência e adequação.

O capital próprio do banco calculado no balanço, até 31 de Dezembro, foi de 40,9 mil milhões de kwanzas negativos e um resultado líquido também negativo de 26,1 mil milhões.

Sobre os fundos próprios do banco, o Conselho Fiscal notou com relevância a existência de um decréscimo de 313 por cento comparativamente a 2018, fixando-se nos 40,9 mil milhões de kwanzas negativos, ao que se juntou o rácio de solvabilidade regulamentar (que mede a relação entre os capitais próprios de uma empresa e os capitais alheios) de negativos 29,90 por cento.

JA

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