Autoridades prevêem aumento da produção para o final do ano

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O Ministério da Agricultura e Florestas prevê que, até ao final deste ano, uma elevação da produtividade e do escoamento dos produtos do campo para os mercados, por acção do Projecto de Desenvolvimento da Agricultura Comercial (PDAC), em curso desde 2018, soube o Jornal de Angola na sexta-feira, em Luanda.

O director do Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatísticas (GEPE) do Ministério da Agricultura e Florestas, Anderson Jerónimo, declarou à nossa reportagem que o projecto está orçado em 230 milhões de dólares, financiados em 130 milhões pelo Banco Mundial (BM) e em 100 milhões pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), tendo uma componente de fomento do agro-negócio.
Anderson Jerónimo disse á nossa reportagem que, para a implementação efectiva do projecto, que começou este ano, foram seleccionados mais de 30 produtores nas províncias de Cuanza-Norte, Malanje e Cuanza-Sul.
Os produtores vão beneficiar de apoios, principalmente na obtenção de crédito até ao valor de 120 mil dólares, com reembolso subvencionado em até 65 por cento pelo Estado, através do Fundo de Garantia de Crédito. Os benefícios incluem o acesso as acções de capacitação e assistência técnica, bem como a equipamentos.
O responsável acrescentou que o projecto prevê a reabilitação de 50 quilómetros de vias terciárias e abastecimento de energia eléctrica. Com a capacitação e assistência técnica, frisou, os produtores terão a possibilidade de colher mais, enquanto que a reabilitação das vias terciárias vai facilitar o escoamento dos produtos.
“A reabilitação de uma via terciária ou mesmo o abastecimento de energia deverá ocorrer em casos em que, realmente, se venha sentir esta necessidade e deverá ser em zonas onde existem aglomerações de produtores”, explicou o director do GEPE.
Referindo-se aos motivos que levaram à implementação efectiva do projecto apenas a partir deste ano, depois de ter sido lançado em 2018, Anderson Jerónimo afirmou que ficou a dever-se à necessidade de se criarem condições básicas e o cumprimento de algumas cláusulas exigidas pelo Banco Mundial.
Segundo o director, o Banco Mundial exigiu que fosse criada uma unidade independente de gestão do projecto, integrada por especialistas internacionais da área.
Por outro lado, acrescentou, apesar de o projecto pertencer ao Ministério da Agricultura e Florestas, deve ser implementado em colaboração de outros departamentos ministeriais, como o da Construção e o da Energia e Águas, bem como as administrações municipais.
Por este facto, foram realizados vários estudos conjuntos e levantamentos de dados, os quais culminaram com a assinatura de vários memorandos de entendimento entre as instituições envolvidas, originando o atraso na implementação do projecto.

Evolução do projecto
Lançado em 2018, o Projecto de Desenvolvimento da Agricultura Comercial tem duração de seis anos. Numa primeira fase, o projecto será implementado nas províncias do Cuanza-Norte, Cuanza-sul e Malange. mas, na fase seguinte, irá estender-se ao Bié, Benguela, Bengo, Luanda, Huambo, Huíla e Uíge.
Nas zonas em que é implementado, vão ser criadas infra-estruturas de produção e comercialização para o fortalecimento e melhoria do ambiente de negócios, tendo em conta as vantagens comparativas na cadeia de valores das culturas de milho, feijão, soja e de café, bem como a produção de frangos e ovos.

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