Aumenta número de crianças com diferentes tipos de cancro

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Mais de cem crianças foram diagnosticadas e assistidas no Hospital de Oncologia, de Janeiro a Novembro de 1029, com diferentes tipos de cancro, com realce para sarcoma, informou o director daquela unidade sanitária.

Fernando Miguel admitiu haver aumento do número de crianças com problemas de cancro e o Hospital de Oncologia é o único que presta assistência a estes doentes provenientes de toda a parte de Angola. O responsável, que falava por ocasião do “Natal Feliz” para crianças vítimas de cancro, disse que boa parte das crianças são diagnosticadas com diferentes patologias cancerígenas, nomeadamente, o cancro da parte hematológica, de foro oftalmológico e sarcomas.

“Temos cerca de 20 crianças internadas e 46 em sistema ambulatório e quase 70 ou 80 em seguimento, o que perfaz mais de 150 doentes a serem acompanhados no hospital” disse.
O médico não precisou o número exacto de pacientes atendidos em 2018 e 2019, mas disse acreditar que, este ano, houve um aumento gradual do número de crianças com diferentes cancros no hospital. Para se evitar o aumento de casos da patologia, o director do hospital solicitou uma maior divulgação aos meios de comunicação social sobre o cancro em crianças para que, de forma célere, os pais e familiares possam acorrer ao hospital e terem maior oportunidade de acompanhar o diagnóstico, tratamento e cura. De acordo com o responsável, há alguns tumores curáveis, desde que sejam diagnosticados na fase inicial, podendo a criança tornar-se saudável novamente.
Garantiu não haver grande défice de fármacos nem de material hospitalar para acudir os pacientes, sublinhando ser necessário a criação de outras unidades sanitárias no país, para que as crianças e outros pacientes que padecem da doença possam ser tratadas e ser seguidas de uma forma mais eficaz.
Fernando Miguel agradeceu a iniciativa dos funcionários do Secretariado do Conselho de Ministros que ofereceram bens alimentares diversos e materiais não perecíveis e por terem proporcionado um Natal mais alegre aos pacientes.
A secretária de Estado da Acção Social, Família e Promoção da mulher, Ruth Mixinge, que se juntou ao “Natal Solidário”, disse que é com alegria e afecto que participa da festa, tendo as crianças como prioridade absoluta.
Ruth Mixinge sublinhou que momentos como este devem ser repetidos e o gesto demonstra que as crianças e as suas família não estão sozinhas, pois, o pouco que se tem deve ser partilhado sempre, principalmente, com pessoas carentes ou necessitadas.
“Somos uma família e temos que nos preocupar com todos e, em particular, com as crianças que padecem de alguma enfermidade. A criança carente precisa do nosso carinho, afecto e solidariedade”, disse a secretária de Estado.

Fonte: JA/BA

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