Angola participa no Fórum Económico Mundial em Davos

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A ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, chega hoje a Zurique, para participar na 50ª Reunião Anual do Fórum Económico Mundial, que começa terça-feira, em Davos, Confederação Suíça.

Segundo uma nota de imprensa do Ministério das Finanças, o evento, que termina na sexta-feira, prevê acolher mais de três mil participantes de todo o mundo, dentre lideres políticos internacionais, jornalistas e empresários.
O encontro visa ajudar os governos e instituições internacionais a acompanharem o progresso em direcção ao “Acordo de Paris” e aos “ Objectivos de Desenvolvimento Sustentável”, além de facilitar discussões sobre tecnologia e governança comercial.
Mais de uma vintena de Chefes de Estado e de Governo confirmaram presença na 50ª Reunião Anual do Fórum Mundial que este ano decorrerá sob o lema “Accionistas para um mundo coeso e sustentável”.
Davos é uma pequena cidade de aproximadamente 4 mil habitantes, localizada no Cantão de Grisões e situada numa altitude de 1560 metros acima do nível do mar, tida como a mais elevada dos Alpes.
Actualmente, a cidade regista temperaturas permanentemente baixas, com quedas de neves a atingirem os 20 a 50 centímetros de altura.
Devido à intensidade do frio e do volume da neve que se faz sentir nesta parcela na Confederação Suíça, os lagos estão a se transformar em estado sólido, que permite aos turistas e citadinos locais o exercício de patinagem.

Activistas iniciam marcha

Centenas de activistas climáticos iniciaram, ontem, uma marcha de três dias nos Alpes suíços até Davos, onde vai decorrer a 50.ª edição do Fórum Económico Mundial com a presença de vários líderes políticos mundiais.
Activistas de todas as idades, que se reuniram no final da manhã na praça da estação em Landquart, um município do cantão suíço de Graubünden, leste do país, pediram ao Fórum e aos líderes mundiais que se responsabilizem pelas questões climáticas, com cartazes a alertar que “Não existe planeta B!”.
“A questão climática é o tema número um, e deve ser simplesmente o principal assunto em Davos. Os participantes devem reconhecê-lo, devem seguir nessa direcção, é essencial”, afirmou em Zurique, à agência noticiosa francesa AFP, uma cidadã suíça reformada.
As autoridades suíças autorizaram apenas os dois primeiros dias da caminhada, entre Landquart e Klosters, e não a última etapa para a estância de Davos, mas os activistas já anunciaram que vão continuar por trilhos.
A caminhada climática de 40 quilómetros começou cerca das 13 horas locais em ambiente de festa e ao som de buzinas pelos Alpes.
Os ativistas começaram a caminhar nas ruas de Lanquart, levando à frente uma faixa onde se lê “Crise climática: um fracasso económico global”.
“Somos cerca de 700 pessoas a caminhar em direcção a Davos. É uma incrível solidariedade. Eles entendem a imoralidade de Davos, a imoralidade de uma classe bilionária que se reúne todos os anos para comemorar os seus excessos”, criticou Njoki Njoroge Njehu, um jovem activista do Quénia, que anunciou para sexta-feira a realização de uma manifestação na cidade suíça de Lausana.
A jovem ativista sueca Greta Thunberg é esperada amanhã no Fórum onde deverá dirigir-se aos participantes logo após o discurso do Presidente dos EUA, Donald Trump.
No Fórum Económico Mundial, que decorre terça e quarta-feira, são esperados 50 chefes de Estado e de Governo e cerca de 2.800 participantes.

Fonte: JA/LD

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