Angola e Emiratos Árabes Unidos em fórum virtual de negócios

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Angola e os Emiratos Árabes Unidos (EAU) realizam, nesta quinta-feira, o primeiro webinar de negócios (virtual), no âmbito do fortalecimento das relações comerciais entre os dois países.

O evento   é uma iniciativa das zonas económicas especiais de Angola e do Dubai, neste caso a Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo e a Dubai Multi-Commodities Center (DMCC), e conta com a parceria e apoio da Aipex e da Dubai Chamber.

Em nota enviada à ANGOP, a organização do evento indica a inscrição de mais de 300  participantes, entre nacionais e estrangeiros.

A plataforma  deste fórum, que poderá  acomodar um número máximo de até 500 participantes,  tem como prelectores  António Henriques da Silva, presidente do Conselho de Administração da Aipex, Bráulio Mohamed Sanda Martins, presidente da Câmara do Comércio e Indústria Angola-Emiratos Árabes Unidos, Sanjeev Dutta, director executivo de investimentos e serviços financeiros da DMCC, Omar Khan, responsável dos Escritórios Internacionais da Câmara do Comércio e Indústria do Dubai, e James David Bernard, director de vendas corporativas da DMCC.

 ZEE  dá passos

Com mais de uma centena de unidades no seu portefólio e mais de quatro mil (4.000) postos de trabalho actualmente existentes, a Zona Económica Especial (ZEE) apresenta-se como uma grande alavanca para o desenvolvimento  industrial e produtivo do país, com elevado potencial de crescimento para tornar-se uma referência na região e um centro de atracção de investimentos privados nacionais e internacionais.

Destas, estão operacionais 67 unidades.

No âmbito da atracção de novos investimentos, só em 2019, deram entrada na ZEE 45 novos projectos de investimento em diversos sectores como a indústria transformadora, hotelaria e turismo, saúde, alimentar, agro-indústria, serviço e comércio, avaliados em 251 milhões, 401 mil 733 dólares americanos, cuja implementação poderá criar quatro mil e 76 postos de trabalho directos.

Os  resultados dos exercícios 2018 e 2019 fossem ambos positivos, isto é, resultados líquidos de AKZ 192 milhões, 236 mil e 091 kwanzas em 2018 e de AKZ 532 milhões .713 mil 493, em 2019.

Tal resultado permitiu que, pela primeira vez desde a criação da ZEE, fosse possível a entrega de dividendos ao seu Accionista Estado no valor de 10% dos resultados líquidos obtidos.

Já em 2018, esta entrega não foi possível ser efectuada, pois houve a necessidade de se cobrir os resultados negativos dos anos anteriores, de acordo com o documento.

A ZEE Luanda-Bengo, criada em 2009, tem como missão a atracção de investimentos internos e externos, nacionais e estrangeiros, incentivar o desenvolvimento e a diversificação da economia do nosso país.

Fonte: ANGOP/BA

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