Angola deseja cooperar com o Quénia na educação

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Angola está interessada em cooperar com o Quénia no sector da educação, tendo em conta a qualidade de ensino nesse país – afirmou nesta quinta-feira, em Nairobi, o embaixador Sianga Abílio.

O diplomata lembrou que a questão da cooperação já tinha sido abordada segunda-feira durante a audiência que o presidente  Uhuru Muigai Kenyatta concedeu ao vice-presidente da República, Bornito de Sousa.

O interesse, segundo o diplomata, deve-se ao facto de os indicadores de desenvolvimento humano do Quénia estarem um pouco acima de Angola.

Com um índice de desenvolvimento humano de 0,59 (mais ou menos igual ao de Angola 0,58), o Quénia tem 23 universidades públicas e igual número de privadas.

A Universidade de Nairobi é a 10ª melhor de África, de acordo com ranking de Julho último.

O diplomata adiantou que, além da educação, as áreas de interesse comum envolvem a agricultura e as trocas comerciais, revelando haver já uma mobilidade dos empresários e conversas entre quenianos e angolanos.

“Há intercâmbio e conversas entre empresários que se deslocam a Angola e vice-versa. Pensamos que estamos no bom caminho, de maneira que podemos considerar que nos próximos tempos haja mais acções” – manifestou.

Sianga Abílio proferiu essas declarações durante a análise do desempenho de Angola na 9ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo dos países de África, Caraíbas e Pacífico (ACP) e as actividades paralelas do Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa, que representou no evento o Presidente João Lourenço.

Considerou um sucesso para Angola a Cimeira de Nairobi, por ter eleito Georges Chikoti secretário-geral do ACP e por se ter escolhido o país para acolher a 10ª reunião de cúpula desta organização.

Fez menção à visita, quinta-feira, do Vice-Presidente Bornito de Sousa à Embaixada de Angola no Quénia, onde se inteirou do esforço desta Missão Diplomática para a optimização dos custos, reduzindo o quadro do pessoal em quase 50 por cento, para equilibrar o orçamento.

O embaixador congratulou-se com o facto de se estar a viver uma situação estável do ponto de vista orçamental e de pessoal na Missão Diplomática angolana naquele país, por uma instituição muito sensível, já que não trabalhaapenas com pessoal de nomeação central, mas também com o de recrutamento local.

Fonte: ANGOP/BA

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