Angola coordena Grupo Africano na UNCTAD

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Angola vai defender, com determinação, os interesses dos Países Africanos junto da Conferência das Nações Unidas sobre o Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), afirmou, ontem, a representante de Angola junto do Escritório das Nações Unidas em Genebra (Suíça), Margarida Izata.

Em declarações ao Jornal de Angola, a partir de Genebra, a diplomata, que assumiu, no início do mês, a coordenação do Grupo Africano na UNCTAD, para um mandato de um ano, destacou que o país ganha uma exposição e experiência com a assumpção do cargo, além de um conhecimento mais profundo sobre a organização.

A UNCTAD apoia, de forma aberta, os esforços do continente africano no apelo permanente à comunidade internacional para as suas prioridades nos domínios do comércio internacional. Margarida Izata garantiu que Angola vai trabalhar em estreita colaboração com a República do Tchad, que lidera as questões dos Países Menos Avançados junto da Organização Mundial do Comércio (OMC).

A representante de Angola junto do Escritório das Nações Unidas em Genebra vai, igualmente, dar voz às políticas africanas relacionadas às questões de desenvolvimento, com destaque para o comércio, transporte, finanças e tecnologia. Segundo a diplomata, enquanto coordenador, Angola terá também a responsabilidade e a missão de alertar para as oportunidades de comércio, investimento e desenvolvimento dos países em progresso, em particular os Países Menos Avançados (PMA), contribuindo para o reforço da resiliência e integração da economia mundial de maneira equitativa.

Segundo a diplomata, uma das principais realizações da UNCTAD é a concepção e implementação do Sistema Generalizado de Preferências (SGP), um programa dos países desenvolvidos que prevê benefícios tarifários de isenção total ou parcial do imposto na importação de produtos comprados em mercados de países menos desenvolvidos. Margarida Izata apontou, ainda, o apoio aos países menos desenvolvidos no processo de graduação a Países de Renda Média e a implementação do Programa de Acção de Istambul (IPOA) como um dos pontos fortes da organização.

País de Renda Média

A embaixadora destacou, também, que o Executivo continua a trabalhar com os organismos das Nações Unidas no sentido de se realizar uma transição suave à categoria de País de Renda Média que, numa primeira fase, deve acontecer no próximo ano. Questionada sobre o funcionamento do processo de graduação a País de Renda Média, a diplomata explicou que o processo compreende uma série de passos que devem ser dados pelos Países Menos Avançados (PMA), a fim de ascenderem, por decisão e esforço próprio, a uma categoria mais digna no ranking económico mundial.

Reforçou que só entra na liga da graduação o país que cumprir uma lista pré definida pela ONU, com critérios e objectivos baseados no desempenho económico. Margarida Izata recordou que Angola foi elegível pelo Comité de Política de Desenvolvimento do Conselho Económico e Social (ECOSOC) para fazer parte da lista dos Países de Renda Média, prontos para graduação ainda em 2012 e desde então tem trabalhado com os órgãos da ONU ligados a este processo.

Fonte: JA/BA

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