Agricultores abandonam actividade na Chipipa

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Pelo menos 450 agricultores, antes filiados na cooperativa agro-pecuária, comercial e de consumo “Faça tudo pelo tempo”, abandonaram a actividade nos últimos três anos na comuna da Chipipa, cuja vila está a 18 quilómetros da cidade do Huambo.

Em entrevista à ANGOP, hoje, o presidente da cooperativa, Filipe Sapio de Oliveira, informou que o abandono deveu-se a alegados prejuízos que os agricultores acumulavam por causa das dificuldades para escoar os seus produtos.

Muitos deles, segundo o responsável, desenvolviam agricultura em zonas de difícil acesso, uma situação que fazia com que uma boa parte dos produtos se deteriorasse nos campos, já que os meios de transporte dificilmente chegavam àquelas localidades.
Além das vias de acesso, Filipe Sapio de Oliveira disse que outra razão apresentada pelos agricultores prende-se com a falta de um mercado capaz de absorver a produção a preços compensatórios aos custos de produção.

Criada em 2007, um ano depois de constituir-se como associação de camponeses da Chipipa, a cooperativa “Faça tudo pelo tempo” conta, actualmente, com 845 associados que se dedicam à agricultura de mercado, produzindo grandes quantidades de milho, batata-rena, hortaliças diversas, batata-doce e feijão.

Em 2009, de acordo com o seu presidente, 544 associados receberam crédito em imputs agrícolas, cedido pelo Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), avaliados em 147 milhões de kwanzas.

Além da produção agrícola, os associados desta cooperativa dedicam-se à criação de bovinos, suínos, caprinos e aves. Com uma superfície de 913 quilómetros quadrados, a comuna da Chipipa, no município do Huambo, possui aproximadamente 50 mil habitantes, sendo que quase 45 mil destes tem a agricultura como principal actividade de subsistência.

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