ACNUR fecha centro na Líbia devido a agravamento do conflito

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O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) anunciou hoje o encerramento do seu centro em Tripoli devido ao agravamento do conflito na Líbia.
O centro, que alojava refugiados, foi encerrado por receio de que não se possa garantir proteção a quem trabalha e vive nas instalações, depois de se saber que polícias e militares do governo líbio estão a fazer exercícios nas proximidades.
“Preocupa-nos que toda a zona possa transformar-se num objetivo militar, o que representaria um risco maior para refugiados e outros civis”, assinalou o chefe da missão do ACNUR na Líbia, Jean-Paul Cavalieri, num comunicado.
Os refugiados que se encontravam no centro de Tripoli, que existe desde final de 2018 e que já facilitou a saída de 1.700 refugiados, serão transferidos para instalações mais seguras, adiantou a ACNUR.
O controlo da Líbia é disputado desde 2015 por duas autoridades: o Governo de Acordo Nacional (GAN) liderado por Fayez al-Sarraj, reconhecido pela ONU e sediado em Tripoli, e um poder paralelo estabelecido no leste e liderado pelas forças do marechal dissidente Khalifa Haftar, o designado Exército Nacional Líbio, que em abril de 2019 desencadeou uma ofensiva em direção à capital.
Desde que os combates recomeçaram entre os dois lados rivais, em abril de 2019, mais de 280 civis e 2.000 combatentes foram mortos e, segundo a ONU, mais de 170 mil habitantes tiveram de ser deslocados.
O centro da ACNUR recebeu cerca de 900 pessoas desde julho de 2019 e registava problemas de saturação.

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