4 mil milhões de barris prontos para exploração

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O país tem disponível, neste momento, 4 mil milhões de barris de petróleo a aguardar o início da exploração. Segundo cálculos do Jornal de Angola, considerando o valor de 39 dólares, tomado como preço de referência do barril no OGE/2021, estima-se em 156 mil milhões de dólares a receita global, da qual 46,8 mil milhões, de 30 por cento, podem reverter aos cofres do Tesouro.

De acordo com a directora de Exploração da Agência Nacional de Petróleo e Gás, Ana Rosa Miala, este valor nada tem a ver com a reserva de 7 mil milhões de barris dos campos marginais e outros que se esperam recuperar nas bacias do Namibe e Benguela. São sim resultado de pesquisas recentes e que face ao contexto mundial esperam pelo momento mais adequado para negociação e arranque da exploração.Na formação dirigida aos jornalistas, realizada via online, ontem, Ana Miala disse que a presença de 80 por cento de mão-de-obra angolana na indústria permite obter-se resultados menos graves ante os efeitos da pandemia da Covid-19 na economia.

A segunda de uma série de web-treinamento abordou o tema “Desenvolvimento e produção de campos petrolíferos”. Ficou como compromisso para a próxima semana a terceira sessão para analisar “As licitações”.Embora, actualmente, se assista um declínio acentuado dos campos por muitos atingirem a fase madura (fim do ciclo de exploração), a directora de Exploração da ANPG disse que as estratégias do Governo e as empresas ex-ploradoras estão alinhadas para aproveitar-se o máximo das capacidades disponíveis nos blocos em exploração.
Novas sondas

Segundo Ana Rosa Miala, a chegada de novos navios de perfuração (drill ship) reflectem, exactamente, a ideia de que novos projectos vão iniciar e empregos surgirão.Neste momento, precisou, as sondas Libongo e Quenguela fazem-se ao mar, estando uma de partida para o campo de exploração e a outra a aproximar-se da costa angolana, sinalizando retoma de exploração, concretizadas as pesquisas.A técnica disse ainda que com isso atenuam-se os declínios acelerados, maximiza-se a recuperação dos campos e atrai-se investimento e bons negócios.Clarificou, que os campos Xicomba e Kuito são dois projectos abandonados, os quais se juntaram aos do on shore (em terra) da Bacia do Kwanza há muito já descartados.
Platina
Sobre o campo Platina, Ana Miala e os técnicos Heidy Ramos e Feliciano Ingo, da direcção de Exploração que a auxiliaram como apresentadores, apontaram os meses de Outubro a Dezembro do próximo ano para a entrada em actividade (início de exploração) desse projecto.De cálculos apresentados, está em vista uma produção diária de 17 mil barris por dia, num prazo de dois anos e meio.

Situado no bloco 18, Platina dispõe de 4 poços, sendo 2 produtores (óleo) e 2 injectores (água) e estima-se vir a ser explorado até 2032. O seu Capex (capital expenditures, ou seja, despesa de capital) é de 18 dólares e o Opex (operational expenditures, ou seja, despesa operacional) é de 6 dólares.Esteve orçado em 820 milhões de dólares, mas os responsáveis da ANPG dizem ter sido realizado todo o trabalho em valores abaixo do previsto fruto de ajustes na execução, sem com isso comprometer-se a materialização plena do previsto.

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