“Zero paludismo. Começa comigo”

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Celebra-se amanhã o Dia Mundial de Luta contra o Paludismo. O objetivo é chamar a atenção pelo impacto devastador que o paludismo tem nas famílias, nas comunidades e na sociedade. Numa altura em que o mundo vive uma guerra contra a COVID-19, este evento vai permitir destacar a importância de manter sistemas de saúde resilientes e de continuar a fornecer serviços de saúde essenciais aos utentes, mesmo em tempo de crise. O tema retido este ano, é “Zero paludismo. Começa comigo”, faz referência a uma campanha no terreno lançada pela primeira vez no Senegal em 2014.  Esta campanha pretende mobilizar todos os intervenientes envolvidos na luta contra o paludismo, desde os decisores políticos até ao sector privado e às comunidades afectadas.

Os países africanos desenvolveram grandes esforços para controlar a doença e a Argélia foi certificada como livre do paludismo em 2019. No entanto, a Região Africana da OMS ainda registou 213 milhões de casos em 2018, representando 93% dos casos recenseados no mundo inteiro. Todos os anos, mais de 400 000 pessoas morrem do paludismo e 94% dessas mortes ocorrem na Região Africana. As crianças com menos de cinco anos constituem o grupo mais vulnerável, uma vez que representam 67% dos óbitos. Esta situação continua alarmante e desigual. No âmbito dos objectivos de desenvolvimento sustentável, os países comprometeram-se a erradicar a epidemia de paludismo até 2030.

A iniciativa E-2020 para a eliminação do paludismo foi lançada em 2017 e, para travar o aumento do número de casos, sobretudo na África Subsariana, a abordagem. Segundo o Dr.a Matshidiso Moeti, Directora Regional da OMS para a África, a“ Ação de elevado impacto nos países com elevadas cargas” foi lançada em 2018.

Há um ano, os ensaios pilotos da primeira vacina contra o paludismo no mundo, foram realizados no Gana, Quénia e Maláui.  Até à data, 275 000 crianças receberam a vacina. Ainda segundo o Dr.a Matshidiso Moeti, Directora Regional da OMS para a África  a organização está longe do objetivo estabelecido para 2020, isto é, reduzir em 40% do número de casos e de óbitos associados ao paludismo. Avança a ideia de que a OMS precisa de redobrar esforços para alcançar uma redução de 75% até 2025. Um maior compromisso político, investimentos acelerados e mais inovação na prevenção e no controlo do paludismo revelam-se urgentemente necessários. Entretanto, juntos, devemos reconhecer que enquanto o paludismo não for erradicado, a doença vai ameaçar as populações mais pobres e mais vulneráveis, e tem o potencial de reaparecer em tempos de crise, como a da pandemia de COVID-19 que enfrentamos actualmente. Para consolidar os progressos realizados, apelo aos países a alocarem recursos, a trabalhar em todos os sectores e a reforçar a colaboração transfronteiriça para combater o paludismo. Com o financiamento necessário, uma forte coordenação, parceiros dedicados e o envolvimento das comunidades, podemos vencer a luta contra o paludismo e livrar a África dessa doença.

https://www.who.int/malaria
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