UNITA nega aproveitamento político

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O presidente da UNITA, Isaías Samakuva, negou nesta quinta-feira, no Huambo, que o partido esteja a fazer aproveitamento político no caso da inumação dos restos mortais do seu líder fundador, Jonas Savimbi.

Ao intervir durante um velório simulado, sem os restos mortais daquele político, morto em combate em Fevereiro de 2002, declarou que as exéquias de Savimbi constituem um acto político de muito significado para os militantes do partido.

Reiterou que a intenção da UNITA e da família é fazer um velório condigno, tendo afirmado que o Governo angolano “sabotou” o programa previamente acordado pelas partes, ao depositar as ossadas numa unidade militar, no município do Andulo.

Isaías Samakuva reconfirmou, por outro lado, a inumação dos restos mortais de Savimbi no próximo sábado (1 de Junho), na localidade do Lopitanga, município do Andulo.

A propósito desse diferendo, o ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, Pedro Sebastião, denunciou, terça-feira, no Andulo, que a UNITA estaria a criar obstáculos à recepção dos restos mortais de Savimbi.

Fez saber que aquela força política tinha um programa paralelo que não foi cumprido, razão pela qual optou por negar a recepção dos restos mortais.

Em consequência, anunciou, quarta-feira última, que o Governo angolano vai estabelecer contacto com a família de Jonas Savimbi para a entrega dos seus restos mortais, afastando a UNITA das negociações.
Nascido na localidade de Munhango, na província do Bié, a 3 de Agosto de 1934, Jonas Savimbi morreu a 22 de Fevereiro de 2002, e havia sido enterrado no cemitério municipal do Luena (Moxico).

O sepultamento definitivo dos restos mortais do antigo líder político surge depois da confirmação laboratorial de que as amostras recolhidas do cemitério do Luena pertencem realmente a Jonas Savimbi, contra algumas dúvidas que pairavam no ar em relação esta questão.

O político havia manifestado, ainda em vida, que, quando morresse, fosse enterrado no cemitério da aldeia de Lopitanga, município do Andulo, província do Bié, junto à tumba dos seus progenitores.

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