A UNITA defende que Orçamento Geral do Estado (OGE) 2020 deve incluir verbas para projectos duradouros capazes de resolver definitivamente o problema da seca no sul do País que afecta muitos milhares de pessoas e chama a atenção para o desvio de água que serve as comunidades pelos grandes fazendeiros para as suas propriedades, em claro abuso de poder.

“Que se mobilize meios do Estado e toda a sociedade para uma mega campanha de recolha de bens alimentares, para acudir às populações afectadas a exemplo do que se fez em Moçambique”, disse o líder do Grupo Parlamentar da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, quando fazia o balanço das VIII jornadas parlamentares do seu partido que, tiveram lugar nas províncias da Huila e Cunene.

Segundo o parlamentar, nas visitas aos municípios destacaram a necessidade de melhoria das vias de acesso, sobretudo na província do Cunene, o que também agrava o quadro e dificulta as ajudas para a região.

Lamentou que, ao contrário do Cunene, o governador da Huila se tenha recusado a receber dirigentes da oposição e deputados da Nação.

“A região sul do País, com um universo populacional de 4 milhões de habitantes, portanto, muito próximo da população deLuanda, recebe apenas 3% do OGE, o que torna incipientes os programas de desenvolvimento daquela parcela do território nacional”, disse.

Para Adalberto da Costa Júnior, a fome e a seca na região “é mais grave do que se pensa e as medidas até aqui tomadas não respondem nem correspondem com o que a situação exige”.

“As crianças são obrigadas a abandonar as escolas tornando-se o suporte dos pais na busca de água e pastoreio”, frisou.

Um exemplo apontado pelo dirigente da UNITA para as dificuldades existentes foi encontrado na localidade de Chipepe, no município dos Gambos, onde “os latifundiários disputam a fonte de água que abastece as populações locais para desviar a água para as suas fazendas, o que ameaça a sobrevivência das comunidades”.

Segundo Adalberto da Costa Júnior não há números da morte das pessoas e gado e esses dados deviam ser fornecidos pelos Estado.

“Fomos informados de que um pastor perdeu 100 cabeças de gado e ficou apenas com três. Como consequência, suicidou-se”, disse deputado, como exemplo de uma vítima da seca que não consta das estatísticas.

Fonte: Novo Jornal/BA

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