UNITA ameaça fazer greve de fome

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Os deputados da UNITA ameaçaram, ontem, fazer vigílias e entrarem em greve de fome, caso, ao fim de de 48 horas, cinco parlamentares do partido continuem a ser impedidos de entrar na vila de Cafunfo, onde pretendem apurar factos sobre os actos de insurreição protagonizados no passado sábado.

A ameaça foi feita pelo presidente do grupo parlamentar da UNITA, Liberty Chiyaka, numa conferência de imprensa. Chiyaka garantiu que a intenção dos cinco deputados é de apurar e confirmar os factos e não incriminar a Polícia Nacional ou as Forças Armadas Angolanas (FAA).

O político considera crítica a condição dos cinco deputados do partido que se encontram retidos à entrada da vila de Cafunfo, sem  poder alimentar-se porque “estão impedidos de terem abastecimento e não podem tratar da higiene pessoal”.
Salientou que fazem parte da delegação duas mulheres, a deputada Rebeca Muaca e a activista cívica Laura Macedo. Os deputados são: Alberto Ngalanela, Joaquim Nafoia, Domingos Oliveira e Sindiagani Bimbi.

O deputado pediu uma intervenção do presidente da Assembleia Nacional, a quem a UNITA já enviou, formalmente, uma comunicação no sentido de permitir a entrada dos parlamentares na vila mineira de Cafunfo.

Líder do Parlamento

O presidente da Assembleia Nacional, num comunicado, divulgado ontem, afirmou ser regra que os deputados não se desloquem sem a sua autorização. Fernando da Piedade Dias dos Santos disse ter tomado conhecimento de que se encontra na região de Cafunfo, Lunda-Norte, um grupo de deputados da UNITA “em alegadas diligências que não engajam a Assembleia Nacional”.

“A deslocação não foi feita no quadro de uma comissão parlamentar multipartidária, como seria recomendável, pelo que o Presidente da Assembleia Nacional declina toda e qualquer responsabilidade sobre eventuais constrangimentos que envolvam tal grupo de deputados”, conclui o comunicado.

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