Turquia acusa dois altos dirigentes sauditas da morte de Jamal Khashoggi

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O gabinete do procurador-geral de Istambul refere num comunicado difundido hoje que está a ser preparada a acusação em que um ex-conselheiro do príncipe herdeiro saudita e o general Ahmed al-Assiri são apontados como os mandantes do assassinato.

Os dois homens são acusados de ter ordenado “o homicídio voluntário, premeditado e com intenção de provocar sofrimento”. 

No mesmo documento, 18 outros suspeitos, de origem sudanesa, são igualmente indicados como cúmplices do crime.   

Estas 20 pessoas incorrem a uma pena de prisão perpétua, de acordo com a Justiça turca. 

Jamal Khashoggi, colaborador do jornal Washington Post e crítico do regime saudita foi assassinado em outubro de 2018 no consulado de Riade em Istambul. 

De acordo com as autoridades judicias da Turquia, o jornalista de 59 anos foi estrangulado tendo os assassinos esquartejado o cadáver.

Os restos mortais de Khashoggi não foram encontrados até ao momento. 

Após vários meses de pressão política e diplomática as autoridades de Riade admitiram o envolvimento de elementos dos serviços secretos no crime mas que atuaram sem que tivessem sido ordenados pela cúpula de poder.

No ano passado a Arábia Saudita condenou à morte cinco pessoas alegadamente ligadas ao caso do crime.

Fonte: NM/BA

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