Turistas com excesso de peso proibidos de montar burros em Santorini

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É um dos pontos mais turísticos da Grécia. Todos os anos, a ilha de Santorini é visitada por milhares de turistas. Para além do pôr-do-sol, que junta várias de pessoas nas ruas apertadas com casas pintadas de branco, há outra atividade que cativa a atenção dos visitantes. Subir as ruas da cidade montado num burro.

A atividade, que à primeira vista pode parecer normal, há muitos anos que é contestada por grupos de defesa de animais. É que os burros são obrigados a percorrer vários quilómetros, carregando os turistas por caminhos estreitos e acidentados, provocando ferimentos nos animais.

O governo da Grécia aprovou, na semana, passada uma medida que impede que as pessoas que pesem mais de 100 quilogramas de montar os burros. Antes de subirem para os animais, os turistas terão que se pesar e só depois, dependendo do peso, terão permissão para seguir para o passeio.

De acordo com o jornal espanhol “El País”, a medida ainda não satisfaz os grupos de defesa animal. É que, apesar desta restrição, os defensores dos animais queixam-se de que os burros terão que continuar a subir mais de 500 escadas, várias vezes ao dia, e trabalhar em más condições.

A solução, de acordo com os ativistas, passa por proibir o uso dos animais para este tipo de situações. A PETA já criou uma campanha online, que conta com mais de 100 mil subscritores.

Os burros há muito que são usados nesta ilha grega para transportar turistas para locais onde não podem entrar carros. Desde o ano passado, fotos com imagens dos animais feridos começaram a circular nas redes sociais e chamaram a atenção dos responsáveis governamentais.

Desta forma, o responsável pelo Ministério do Desenvolvimento e da Agricultura da Grécia exigiu que os donos os animais repensem a forma como os tratam. “Em nenhuma circunstância devem usar os animais se não tiverem em condições, doentes ou feridos”, explicou, num comunicado a que o jornal espanhol teve acesso. O jornal britânico “The Guardian” diz mesmo que os animais passarão a ter uma espécie de bilhete de identidade para serem identificados pelas autoridades sanitárias.

“Em 2020, a medida vai estar a funcionar na totalidade. A vida vai ser mais fácil para todos, incluindo os burros e as mulas”, garantiu, ao “The Guardian”, Nikos Zorzos, presidente da câmara de Santorini.

Fonte: JN/BA

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