Trinta e oito milhões de pessoas vivem com VIH/SIDA no mundo

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Anualmente, no dia 1 de Dezembro, a comunidade mundial junta-se para comemorar o Dia Mundial de Luta Contra a SIDA manifestando assim o seu apoio às pessoas que vivem com o VIH e recordando todos aqueles cujas vidas a SIDA ceifou.

No mundo, contabilizam-se 38 milhões de pessoas que vivem com o VIH, 67% dos quais vivem na Região Africana da OMS. Em 2019, foram infectadas mais de 1 milhão de pessoas pelo VIH, estas novas infecções representam 60% do total mundial e, lamentavelmente, 440 mil pessoas faleceram na Região devido a causas associadas ao vírus da imunodeficiência humana.

O tema escolhido para comemorar  o Dia Mundial de Luta Contra a SIDA deste ano apela à “solidariedade mundial e responsabilidade partilhada”, tanto mais que no contexto da pandemia de COVID-19 tem sobressaído a importância do mundo estar unido, com uma liderança determinada por parte dos governos e das comunidades para sustentar e ampliar o acesso a serviços essenciais, incluindo prevenção e despistagem do VIH e respectivos tratamento e cuidados.

Em Angola, cerca de 350 mil pessoas vivem com o vírus do VIH/Sida, o que representa 2 por cento da população, segundo dados da Rede Angolana das Organizações de Serviço de SIDA (ANASO).

O Vice-Presidente da Re-pública, Bornito de Sousa, que procedeu à abertura do acto, no passado sábado dia (28) que  se designou “Marcha de solidariedade contra a Sida”, salientou que este ano o mundo entra na última década de acção para acabar com o Sida como ameaça à saúde pública. O também coordenador da Comissão de Luta contra a Sida disse tratar-se de um objectivo alcançável se houver mais financiamento para a Saúde, sistemas de saúde fortes, funcionais e eficientes, o acesso aos cuidados primários garantidos e os direitos humanos considerados e respeitados.

Na mensagem da Organização Mundial da Saúde, a Dr.ª Matshidiso Moeti, Directora Regional da OMS para África, fez saber que esta pandemia tem desafiado ainda mais os países para que proporcionem estes serviços, em particular nas zonas afectadas por conflitos, catástrofes, surtos ou onde se verifica um crescimento rápido da população.

Acresce o facto de, na Região Africana, as novas infecções devidas ao VIH e os óbitos associados à SIDA não estarem a baixar suficientemente depressa para cumprir a meta dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável visando pôr cobro à epidemia de SIDA até 2030. As crianças que vivem com o VIH não têm sido adequadamente identificadas para efeitos de tratamento. As raparigas e mulheres com idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos representam 37% de todos as novas infecções de VIH e o estigma e a discriminação, nomeadamente contra populações essenciais neste combate, continuam a constituir barreiras no que diz respeito ao acesso a serviços de saúde.

Matshidiso Moeti, reconheceu os esforços que os estados africanos têm empreendido  no combate à doença  “esses desafios, estão a dar progressos significativos nos países africanos,  o ano de 2020 é um marco rumo ao fim da epidemia de SIDA e 81% das pessoas que vivem com o VIH estão cientes da sua situação. De entre elas, 70% dos adultos e 53% das crianças estão a receber terapêutica anti-retroviral (TAR) vitalícia. Oitenta e cinco por cento das mulheres grávidas e a amamentar que vivem com o VIH tomam uma terapêutica anti-retroviral, protegendo não só a saúde delas como ainda evitando a transmissão do VIH aos seus recém-nascidos”. Disse

Neste Dia Mundial de Luta Contra a SIDA, a OMS África, congratula  os governos, os parceiros e as comunidades que contribuíram para os progressos realizados em matéria de VIH na Região e que encontraram formas inovadoras para manter em funcionamento os serviços durante a pandemia de COVID-19.

Por exemplo, os jovens que vivem com o VIH na Zâmbia têm vindo a advogar a eliminação do estigma, a adesão ao tratamento contra o VIH, o acesso aos serviços de saúde sexual e reprodutiva, bem como o apoio da saúde mental. Outrossim, estão a contribuir para a resposta nacional à COVID-19 através da criação e divulgação de mensagens sobre saúde, desmontando mitos e aumentando a tomada de consciência.

Na Côte d’Ivoire, na Nigéria e no Senegal, por exemplo, as mulheres que vivem com o VIH estão a fazer as vezes de farmacêuticos comunitários, indo visitar zonas semi-urbanas e rurais difíceis de alcançar para facilitar a entrega domiciliária de tratamentos contra o VIH, mas também de medicamentos para outras doenças. Estão a ajudar a fazer com que ninguém fique para trás durante a crise da COVID-19.

Para suster e acelerar os ganhos obtidos, a Directora Regional da OMS para Africa exorta ainda os  governos e parceiros a juntarem-se com o mesmo grau de urgência e liderança que souberam demonstrar na resposta à COVID-19 para aumentarem o seu financiamento interno e reforçarem os sistemas de saúde.

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