Três factores chave que aumentam o risco de morte por Covid-19

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Desde o ínicio da pandemia que se tornou claro que os indivíduos mais velhos e com problemas prévios de saúde estão em maior risco de ficarem gravemente doentes e morrer de Covid-19.

Contudo, com o passar do tempo os especialistas começam a aprender mais sobre o modo como opera este novo coronavírus. E de acordo com os cientistas, existem determinados elementos chave partilhados pela maioria das pessoas que morrem vítimas de Covid.

Uma equipa de investigadores de oito instituições na China e nos Estados Unidos – incluindo do Hospital Geral do Exército Popular de Libertação Chinês em Beijing e da Universidade da California Davis – analisaram os dados de 85 pacientes que haviam morrido decorrente da múltipla falência de órgãos após terem recebido tratamento para a Covid-19 em estado grave.

Segundo os investigadores que realizaram a pesquisa, divulgada na publicação American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine, existem uma série de fatores que grande parte destes pacientes tinham em comum.

1. Género

O SARSCoV-2 parece representar uma ameaça maior para os homens, dizem os cientistas.

Os investigadores apuraram que 72.9% das pessoas que morreram de coronavírus pertenciam ao sexo masculino.

Para os especialistas existem algumas razões que explicam o motivo por que eles morrem mais do que elas, incluindo alguns fatores biológicos e estilo de vida.

Lavar as mãos é uma das melhores formas de prevenir a infeção, porém múltiplos estudos indicam que as mulheres apresentam uma probabilidade mais elevada de o fazer (e de usar sabonete ou sabão além de água), comparativamente aos homens.

Adicionalmente, hábitos como o tabagismo ou doenças como a hipertensão são mais comuns entre os homens.

Dados apurados na China, apontam que um em cada sete homens com mais de 80 anos que contraiu o virus acabou por morrer.

2. Idade

Os especialistas salientam que o novo coronavírus não discrimina e que pode infetar pessoas de todas as idades. Todavia, são os adultos de idade mais avançada – a partir dos 60 anos – que apresentam um maior risco de ficarem gravemente doentes, sendo que a maioria das mortes por Covid-19 ocorre em pacientes com uma idade média de 65.8 anos.

Tal deve-se, de acordo com os médicos, ao facto do envelhecimento resultar no enfraquecimento do sistema imunitário, o que faz com que seja mais difícil para uma pessoa idosa combater o SARSCoV-2.

3. Doenças pré-existentes

No estudo muitos daqueles que morreram de Covid-19 sofriam de problemas de saúde prévios, tais como de doença cardiovascular, hipertensão ou de diabetes.

“O maior número de mortes na nossa amostra foram homens com mais de 50 anos que sofriam de doenças crónicas”, reportaram os investigadores.

“Esperamos que este estudo reitere o quão séria é a Covid-19, sobretudo para os grupos de risco e homens com mais de 50 com doenças pré-existentes, como pressão alta, doença coronária e diabetes”, acrescentaram.

Outras doenças crónicas que elevam o risco de morte entre os pacientes incluem asma, cancro, fibrose cística, doença pulmonar crónica obstrutiva (DPCO) e VIH/SIDA.

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