Trabalhadores da EPAL ameaçam greve

0

Os trabalhadores da Empresa Provincial de Água de Luanda (EPAL) ameaçaram, nesta terça-feira, paralisar a actividade a partir do dia 28 do mês em curso.

O anúncio foi feito pelo primeiro secretário da Comissão Sindical da EPAL filiados à Central Geral Sindicatos Independentes de Angola CGSILA, António Martins, que disse estarem salvaguardados os serviços mínimos.

A greve, segunda na história da empresa depois de 2011, será por tempo indeterminado.

Em causa está a não satisfação, pela entidade empregadora, das exigências de melhoria de condições de trabalho e de um aumento salarial na ordem de 200 por cento.

De acordo António Martins, o caderno reivindicativo, apresentado à direcção da empresa a 29 de Janeiro último, contempla 36 pontos.

Consta das exigências, além da questão salarial, aumento do subsídio de alimentação e transporte, de AKZ 22 mil para AKZ 44 mil, respectivamente, exigência do seguro de saúde para os trabalhadores e os membros do seu agregado familiar.

Exigem ainda o pagamento do décimo quarto salário (correspondente ao básico), assim como a promoção dos trabalhadores em três categorias simultaneamente.

Por sua vez, o director do Gabinete Jurídico da EPAL, Ivan Tidiane, ao falar hoje à imprensa sobre o posicionamento da empresa, considerou ilegal a convocação da greve.

Justificou a posição com o facto de menos da metade de um terço dos mil e 706 trabalhadores ter comparecido à assembleia-geral de trabalhadores para decretar a greve.

Apelou aos trabalhadores a desistirem desta posição, por não estarem verificados os pressupostos da Lei.

Em relação aos aumentos, explicou que a duplicação dos subsídios de transporte e alimentação, a atribuição do décimo quarto salário e o aumento do salário na ordem de 200 por cento são inviáveis de momento para a empresa.

Sublinhou que a situação financeira da empresa é desfavorável, por terem sido retirados os subsídios a preço.

Em relação ao aumento salarial, afirmou que a EPAL pretende aumentar, no próximo ano, na ordem de 30 por cento, de acordo a conversa mantida com a UNTA, outro sindicato a que os trabalhadores da empresa pública estão filiados.

Os trabalhadores da EPAL filiaram-se à CGSILA a 6 de Dezembro de 2018 e à UNTA em 1995, data da criação desta empresa pública.

A EPAL conta com 14 estações de tratamento de água e 27 centros de distribuição de água.

Fonte: Angop/LD

Share.

Deixar uma opinião

%d bloggers like this: