Trabalhadores da ELISAL paralisam trabalhos devido a atraso salarial de dois meses

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Mais de 300 funcionários da Empresa de Limpeza e Saneamento Básico de Luanda (ELISAL) decidiram paralisar, esta quinta-feira, 30, os trabalhos, devido ao atraso salarial de dois meses, situação que levou ao local o governador provincial de Luanda, Sérgio Luther Rescova, que reuniu com os trabalhadores e a direcção da empresa.

Os homens que tratam do lixo da capital do País reclamaram também pela melhoria de condições no trabalho e queixam-se dos constantes atrasos no pagamento dos ordenados, situação que já dura há quatro anos.

Para acalmar os ânimos dos funcionários, que se encontravam exaltados, a entidade máxima do Governo Provincial de Luanda, Sérgio Luther Rescova, deslocou-se ao local onde reuniu com a direcção da ELISAL e os membros da comissão sindical dos trabalhadores.

No final do encontro, o governador de Luanda não falou à imprensa, mas o NJOnline soube, no local, que deixou instruções que a direcção da ELISAL está agora a diligenciar para acalmar a insatisfação dos trabalhadores que já vem desde 2015.

Ventura Luciano, secretário da comissão sindical dos trabalhadores da empresa, disse ao NJonline que essa paralisação se deve aos sucessivos atrasos salariais.

“Na reunião de ontem, com o senhor governador e a direcção da empresa, esse ponto ficou praticamente ultrapassado porque se lavrou um documento que prevê que, no prazo de sete dias, os salários dos mês de Abril e Maio serão pagos”, disse o líder sindical, acrescentando que a ELISAL tem pago muito tardiamente, isto é, nos dias 10 e 20 de cada mês.

“Essa situação dos atrasos e a falta de comunicação da entidade patronal é que nos levou a paralisarmos hoje”, salientou.

Ventura Luciano disse ainda que já está em posse da direcção da empresa um caderno reivindicativo e que os trabalhadores continuam a aguardar pela sua implementação.

Já o presidente do conselho de administração da Empresa de Limpeza e Saneamento Básico de Luanda, Manuel Mateus Caterça, disse aos jornalistas que a paralisação dos seus funcionários é legítima e que a direcção se compromete a resolver os atrasos salariais o mais breve possível em função das garantias que tem do Ministério das Finanças.

Manuel Mateus Caterça referiu que os trabalhadores estão a fazer uma exigência para que os salários sejam pagos até ao dia 30 ou 31 de cada mês.

Quanto ao caderno reivindicativo, o PCA da ELISAL garantiu que o mesmo está a ser analisado e que nos próximos dias será levado à discussão entre o sindicato e a direcção da empresa.

Segundo Manuel Mateus Caterça, a ELISAL tem uma carência financeira que faz com que a empresa tenha insuficiências para atender a algumas exigências dos trabalhadores.

A ELISAL é uma empresa adstrita ao Governo da Província de Luanda cujo objecto social é precisamente a gestão do sistema de limpeza de Luanda e o tratamento de efluentes de águas residuais.

Para além de recolher o lixo da capital, a LISAL também é responsável pelo serviço de comercialização de baldes para limpeza, bem como pelo aluguer de contentores e balneários para eventos.

Fonte: Nj/LD

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