Terá sido esta foto a decidir expulsão de Assange da embaixada?

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A razão pela qual o governo do Equador decidiu, sete anos depois, entregar Julian Assange às autoridades britânicas tem sido sustentada, na voz do presidente equatoriano Lenín Moreno, com acusações de desrespeito das regras de asilo e, até, de usar a embaixada como “centro de espionagem”, conforme indicou o governante em entrevista ao The Guardian.

A tensão entre o fundador da organização Wikileaks e as autoridades equatorianas foi subindo de tom ao longo dos últimos meses, com acusações de parte a parte. Porém, de acordo com a imprensa britânica, a ‘gota de água’ para a expulsão de Assange da embaixada do Equador, em Londres, terá sido um conjunto de informações recolhidas sobre o presidente equatoriano.

Entre duas centenas de e-mails privados, mensagens e outros documentos divulgados no mês passado, surge, por exemplo, uma fotografia de Lenín Moreno numa cama, com uma mesa do seu lado onde se pode ver uma travessa com lagosta. Moreno, recorde-se, é um presidente de esquerda, num país da América Latina em dificuldades financeiras.

Esta imagem está incluída num pacote de informação que põe a descoberto o alegado envolvimento do governante num esquema de corrupção e mostra, por exemplo, férias de luxo na Europa, com a família. A Wikileaks negou o seu envolvimento na divulgação desta informação, que os opositores de Moreno já alegavam antes, mas de pouco serviu. O asilo dado ao australiano de 47 anos foi revogado abruptamente.

“Revogámos o asilo a este malcriado e felizmente livrámo-nos de uma pedra no sapato. Daqui para a frente, teremos muito cuidado na hora de dar asilo, seja quando for, a alguém que valha a pena e não a miseráveis piratas informáticos, cuja única intenção é desestabilizar governos”, anunciou o governante, num discurso público.

Na passada quinta-feira, 11 de abril, Julian Assange foi expulso da embaixada e detido em solo britânico, depois de um acordo firmado entre o Reino Unido e o Equador. A defesa do ‘whistleblower’ já veio a público afirmar que as acusações contra o seu cliente são “ultrajantes”.

Fonte: N.Minutos/LD

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